Na última semana, Mato Grosso do Sul registrou 274 novos casos prováveis de dengue, elevando o total para 23.330 em 2022. Neste ano, 20 pessoas morreram em decorrência da doença, a última, uma bebê de apenas oito meses. 

Dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), divulgados nesta quarta-feira (9), apontam que o Estado ocupa a 10ª posição no ranking dos estados com maior incidência de casos, ou seja, com mais diagnósticos positivos no comparativo com o número de moradores. 

Entre os municípios, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul e Angélica apresentam a maior incidência, com total de casos, respectivamente, de 1.765, 1.028 e 303.

Campo Grande lidera como o município com mais casos confirmados, 7.893 ao todo. Na sequência, aparecem Chapadão do Sul com 963 e Amambai com 944. 

A dengue é uma doença febril aguda, que pode apresentar diferentes modalidades clínicas: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve, uma pequena parte progride para doença grave. Fatores de risco como idade e comorbidades podem agravar a doença.

Os sintomas incluem dor abdominal intensa e contínua ou dor à palpação do abdômen; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas; letargia ou irritabilidade e hipotensão postural (é a diminuição súbita da pressão arterial ao se levantar de uma posição deitada ou sentada, principalmente quando de maneira brusca).

O tratamento é feito a partir da hidratação adequada, levando em consideração os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, assim como no reconhecimento precoce dos sinais de alarme. 

Medidas importantes 

Para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, é preciso evitar água parada em qualquer local em que ela possa acumular, em qualquer época do ano. 

Além do Aedes aegypti transmitir a Dengue, hoje o mosquito tornou-se um dos maiores inimigos da saúde pública por transmitir também o vírus Zika e a Febre do Chikungunya. As principais medida de prevenção e combate ao Aedes aegypti são: manter bem tampados tonéis, caixas e barris de água; lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água; manter caixas d’água bem fechadas; remover galhos e folhas de calhas; não deixar água acumulada sobre a laje; encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana; trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana.