Fenômeno raro, alinhamento de 5 planetas pode ser visto de MS durante a madrugada

Oportunidade para ver o mesmo fenômeno só acontece em 2040
| 23/06/2022
- 18:00
fenômeno
(Foto: National Geographic)

Grande encontro celestial e raro, o alinhamento de 5 planetas do sistema solar pode ser visto a olho nu de Mato Grosso do Sul e, na madrugada desta sexta-feira (24), será o melhor dia para ver o fenômeno, que acontece até segunda-feira (27).

A melhor hora para ver o encontro será pouco antes do amanhecer (por volta das 5h), quando os planetas estarão em brilho máximo.

Conforme o National Geographic, o alinhamento inclui Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Os planetas tem brilho suficiente para ser identificado até mesmo de regiões com poluição luminosa. Vênus tem o brilho mais forte e Mercúrio, o mais fraco.

Os planetas mais distantes, Urano e Netuno, também ficarão próximos na mesma área, embora os dois gigantes de gelo sejam mais difíceis de detectar, exigindo o uso de binóculo. Com tons de verde, Urano estará entre Vênus e Marte, e Netuno, em azul, poderá ser encontrado entre Júpiter e Saturno.

Fenômeno raro

A última conjunção com cinco planetas que pôde ser visto da Terra aconteceu em dezembro de 2004. Quem perder o fenômeno terá que esperar até 2040 para ter outra oportunidade.

Mesmo sendo possível de se enxergar o fenômeno a olho nu, o espetáculo fica ainda mais interessante se observado com binóculos e telescópios. Pequenos telescópios permitirão observar as faixas de nuvens de Júpiter e até os famosos anéis de Saturno.

Ao mirar para Júpiter, por exemplo, o observador poderá ver as quatro maiores luas no entorno do planeta.

Lua 'passeia' entre os planetas

A lua servirá com um guia para o espetáculo, posando com um planeta diferente a cada dia. No dia 17, quando tudo começou, foi a vez de Saturno em 17 de junho. No dia 20, ela se emparelhou com Netuno.

Em 21 de junho, a lua ficou alinhada com Júpiter e, em 22 de junho, com Marte. Em nesta sexta, ela fica próxima de Urano. No domingo, o satélite natural se encontrará com Vênus, e finalmente encerrará suas conjunções com Mercúrio, na segunda.

De acordo com o diretor técnico da Bramon (Rede Brasileira de Observação de Meteoros, Marcelo Zurita, os planetas parecem “alinhados” no céu porque orbitam o Sol no mesmo plano da eclíptica, uma linha imaginária que define também o caminho aparente que é percorrido pela Terra ao redor da estrela.

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