Exame toxicológico de militar morto em teste do Exército tem resultado negativo

Família solicitou laudo após questionamentos sobre uso de drogas do jovem
| 21/02/2022
- 16:21
Edilsio Morais da Silva Filho morreu aos 18 anos.
Edilsio Morais da Silva Filho morreu aos 18 anos. - (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A família do militar morto após passar mal durante a preparação do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva do 9º Batalhão de Engenharia de Combate, do Exército Brasileiro, em Aquidauana, a 176 quilômetros de Campo Grande, Edilsio Morais da Silva Filho, de 18 anos, apresentou nesta segunda-feira (21) o laudo do exame toxicológico, com resultado negativo.

Segundo o tio, Jean Ricardo Brites de Assunção, mesmo após a tragédia, foram questionados sobre o uso de drogas. “Disseram querendo manchar a reputação do menino que já está morto. O único item que deu positivo no exame foi benzodiazepínicos, que o médico usou para parar a confusão dele quando chegou no hospital”, disse.

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Exame de Edilsio. (Foto: Reprodução/Leitor Midiamax)

O exame dá negativo para substâncias toxicológicas como anfetaminas, cocaína e metadona, que são medicamentos narcóticos.

Caso

O militar Edilsio Morais da Silva Filho, de 18 anos, morreu, na noite de 17 de fevereiro, após passar mal durante a preparação do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva do 9º Batalhão de Engenharia de Combate, do Exército Brasileiro, em Aquidauana, a 176 quilômetros de Campo Grande. Os familiares acusam o treinamento por negligência.

Segundo um tio, Jean Ricardo Brites de Assunção, o jovem ingressou no curso de formação na última segunda-feira (14). Logo no início, relatava as atividades exaustivas dentro do pelotão. O rapaz teria sido punido por atrasar cerca de 10 minutos para início do exame no primeiro dia de treinamento.

“Com essa punição, no fim do treinamento do dia, ele teve que fazer uma redação, em vez de descansar. Ele falou com a mãe dele 1h da madrugada e contou como foi o dia. Ele disse: mãe, vou dormir porque preciso levar 3h para fazer faxina. Ele falava com ela porque pediu ajuda de alguma ideia na redação”.

Ele também relata que a vítima ressaltou sobre os exercícios exaustivos na semana. “Ele falava que treinavam debaixo do sol e no calor. Ou seja, se desde segunda-feira ele estava sem descansar e no outro ‘ralava’ (expressão para trabalho árduo), ele não descansou nada, o corpo não aguentou”, desabafa.

Conforme o laudo médico, o rapaz sofreu uma arritmia cardíaca causada por desidratação. O velório foi feito na manhã da última quinta-feira (17).

Em nota, a comunicação do Comando Militar do Oeste informou que o aluno do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva realizava, junto com outros 19 alunos e a equipe de instrução, um treinamento físico militar já previsto no quadro de trabalho. Ao final da corrida, o aluno do NPOR começou a passar mal e foi prontamente levado ao da cidade de Aquidauana, onde veio a falecer.

Ainda de acordo com a assessoria, as circunstâncias serão apuradas em Inquérito Policial Militar que já foi instaurado.

O caso foi registrado como morte a esclarecer na delegacia da Polícia Civil do município.

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Porém, em comparação a maio último, houve queda de 4,21%.

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