Cotidiano

Efeito do La Niña, falta de chuva seca cachoeira Boca da Onça, a maior queda d'água de MS

Fluxo de água na cachoeira já vem diminuindo através dos anos

Fábio Oruê Publicado em 04/01/2022, às 18h43

Evolução da diminuição do fluxo na queda d'água
Evolução da diminuição do fluxo na queda d'água - Foto: Reprodução/ Twitter

Seca provocada pelo fenômeno La Niña secou uma das principais atrações turísticas de Mato Grosso do Sul. A maior cachoeira do Estado, a Boca da Onça, em Bodoquena, não apresenta mais a volumosa queda d'água que atrai turistas de toda parte. Estiagem levou o Governo de MS a decretar situação de emergência nesta terça-feira(4).

Com 156 metros de altura, a Boca da Onça ficou sem água nas últimas semanas, frustrando turistas que visitavam a região. O assunto foi tratado em reportagem da Folha de São Paulo. 

Sócio de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) vizinha à cachoeira, o jornalista Gerson Jara afirma que é a primeira vez que a Boca da Onça fica seca no período de chuvas ao longo dos 20 anos que frequenta a região.

Para ele, além da estiagem, o avanço da agricultura em larga escala, principalmente soja e milho, provocou o aumento no desmatamento, impactando os cursos d’água. "Algumas fazendas não têm a preocupação de preservar mananciais. O fluxo vem caindo ano a ano e agora secou. Isso está deixando a gente preocupado", afirmou ele à Folha. 

Conforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), a seca em pleno período de chuva é resultado da atuação de massas de ar seco e quente e do fenômeno La Niña, que resfria as águas do Pacífico, provocando chuvas abaixo da média em boa parte do Sul e nas regiões sul e sudeste de Mato Grosso do Sul.

Jornal Midiamax