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Cotidiano

Comerciantes do Itamaracá vivem clima de insegurança: ‘apontaram arma na cara da minha filha’

Lidar com furtos e assaltos é rotina para comerciantes e moradores da região
Ranziel Oliveira -
Jardim Itamaracá, Campo Grande, segurança, polícia
Falta de segurança reflete no cotidiano dos moradores no Jardim Itamaracá (Foto: Henrique Arakaki / Jornal Midiamax)

Comerciantes do Itamaracá vivem na pele a insegurança com medo de assaltos e furtos, frequentes na região. O Jornal Midiamax conversou com quem vive e tem comércio na rua Padre Mussa Tuma – principal rua do bairro. Por motivo de segurança, a identidade dos entrevistados será preservada.

A proprietária de uma loja de utilidades na região, de 62 anos, já sofreu com furto e assalto à mão armada. “Chegou, apontaram a arma na cara da minha filha. Meses depois arrombaram a vitrine e levaram a mercadoria. É horrível pra gente”, disse ela.

Ela relata que o problema é recorrente com diversos comerciantes. “O maior problema aqui é a segurança. Tem muito furto e os comerciantes sofrem. De dia as viaturas transitam, mas a gente não tem policiamento de madrugada, que é quando os bandidos mais agem”.

Indignada com a situação, ela desabafou. “A gente que é comerciante precisa de policiamento. [A segurança] é uma coisa que os candidatos prometem na época da política, mas quando passa não fazem”, disse ela.   

Jardim Itamaracá, Campo Grande, segurança, polícia
Rua Padre Mussa Tuma (Foto: Henrique Arakaki / Jornal Midiamax)

Para a funcionária de um Pet Shop, de 40 anos, nem mesmo as câmeras impediram a ação de criminosos. “Tem 6 meses que entraram aqui, levaram R$ 400,00 do caixa e o aparelho das câmeras de segurança”.

Para ela, a ação dos criminosos nos furtos é um problema constante na região e que todos os comerciantes e moradores sofrem. “O comerciante aqui do lado também já foi roubado. Na noite desta segunda-feira (26) furtaram o trailer da senhora aqui ao lado. A insegurança aqui é toda noite”, concluiu.

Carro também foi alvo

Na análise de uma moradora de 49 anos, com 12 anos de bairro, a situação já se tornou crônica. “Sempre teve esse problema, tem hora que dá uma amenizada e depois volta. Nessa semana, um bandido entrou no quintal do meu vizinho. Ele focou a lanterna nele, e ele correu. E olha que o muro é alto”, disse ela.

Ela já teve a infelicidade de ter a casa invadida e o carro arrombado. “Lá na minha casa eles entraram e levaram o botijão de gás e o notebook. Há 4 meses tiraram o vidro do meu Fiat Uno para conseguir entrar e roubar o carro, mas o alarme disparou e ele fugiu”, disse ela.

Segundo ela, ligar para a polícia significa espera e com poucas chances de solução. “Você espera tanto a polícia que é melhor você mesmo correr atrás do ladrão. Eles chegam depois de 40 minutos a 1h depois que você ligou”, disse ela.

Polícia Militar diz que faz policiamento no bairro

Em nota, a PMMS ( do Estado de Mato Grosso do Sul) informou que o policiamento na região é feito pela 6ª Companhia de Policiamento da PMMS, com reforço das Unidades Especializadas do CPE (Comando de Policiamento Especializado), a exemplo do Batalhão de Polícia Militar de Choque, do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, entre outros.

Rondas preventivas e abordagens policiais ocorrem diariamente em todos os bairros da Capital. Todo policiamento é realizado com base na análise de dados estatísticos, extraídos dos Boletins de Ocorrências e também dos atendimentos à comunidade local.

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