Cotidiano

Campo Grande começa 2022 com salto de infecções por H3N2: 74 casos confirmados

Foram 32 novas notificações em 24 horas na Capital

Anna Gomes Publicado em 01/01/2022, às 08h49

Tendas estão sendo montadas em unidades de saúde para atender pacientes com suspeita da doença
Tendas estão sendo montadas em unidades de saúde para atender pacientes com suspeita da doença - Arquivo/Midiamax

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), confirma que Campo Grande tem 74 casos confirmados da cepa H3N2. Até a manhã desta sexta-feira (31), a Capital tinha 42 casos da doença, mas um novo boletim, divulgado na tarde de ontem mostra que o número saltou para 74.

Campo Grande registra uma morte causada pela cepa. O óbito registrado na cidade foi de um jovem, de 21 anos, que deu entrada no CRS Nova Bahia no dia 20 de dezembro e faleceu no dia 21 de dezembro. O paciente morava em Capital e não apresentava histórico de comorbidades. Além do rapaz, outras duas pessoas já morreram no Estado devido a cepa.

Tentando barrar a H3N2, na última quarta-feira (29), o Prefeito de Campo Grande anunciou a criação de 20 tendas que estão sendo montadas em dez unidades de saúde como forma de prevenção ao crescente número de casos de H3N2. O Chefe-do- Executivo contratou 30 novos médicos e renovou os contratos com outros 90 profissionais.

Sem pânico

No começo desta semana, o Secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, chegou a dizer não existe motivo para ‘pânico’, pois a atualização da vacina que previne contra a H3N2 já deve acontecer logo nos primeiros meses de 2022.

“Em março ou abril de 2022 já vai ter remessa de vacinas para a nova cepa. Não é uma situação de pânico como estamos observando”, explicou.

“Tem muita gente em busca do teste para H3N2 e eu sei de onde está vindo essa orientação. Temos unidades sentinelas para saber que o vírus está circulando em Campo Grande. Não é prerrogativa do Ministério da Saúde testar a população para a H3N2, o que existe é o comércio privado oferecendo o teste para uma questão comercial”.

Ainda nesta semana, o assessor militar da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Marcello Fraiha, também reforçou a não necessidade de pânico. “Estamos observando a nossa série histórica de influenza aqui no Estado, desde o ano de 2009. No ano de 2016 chagamos a registrar até 116 óbitos, porém este ano registramos dois óbitos”.

Jornal Midiamax