Banco terá que devolver R$ 38 mil à idosa de MS vítima do 'golpe do motoboy'

Do valor, R$ 31 mil são pelo prejuízo e outros R$ 7 mil são em indenização
| 11/02/2022
- 15:44
Banco terá que devolver R$ 38 mil à idosa de MS vítima do 'golpe do motoboy'
Foto Ilustrativa

Um banco terá que pagar R$ 37 mil a uma aposentada de Mato Grosso do Sul, moradora em Costa Rica, a 384 quilômetros de Campo Grande, que foi vítima do ‘golpe do motoboy’. R$ R$ 12.600,00 são referentes aos saques feitos na conta da idosa, R$ 18.722,70 pelas compras com o cartão de crédito dela e mais R$ 7 mil em indenização por danos morais.

Consta nos autos que no dia 22 de novembro de 2019, a vítima recebeu a ligação de uma pessoa que se passa por representante bancário. O indivíduo informava a vítima sobre compras suspeitas no cartão dela e questionava se a mesma havia autorizado. Sem imaginar que estava sendo manipulada, a idosa disse que não tinha conhecimento das compras.

Assim, ela passou a seguir os procedimentos referentes ao cancelamento do cartão. Ela telefonou para um número que seria a central de atendimento, onde foi atendida por outra pessoa, que seguiu com a confirmação dos dados pessoais. Em seguida, os golpistas enviaram um motoboy funcionário da agência para ir até a casa dela recolher o cartão para cancelá-lo.

Ela não suspeitou de nada e entregou o objeto. No entanto, fez questão de explicar à Justiça que em momento algum passou senhas, apesar de ter confirmado os dados pessoais. Assim, logo em seguida ela passou a notar os saques e compras feitos em seu nome. O caso foi julgado pela juíza leiga Amanda Araújo de Oliveira, do Juizado Especial Adjunto. 

Ao avaliar as alegações, a juíza entendeu que a vítima teve os dados bancários expostos e que houve falha na segurança do banco, uma vez que os criminosos conseguiram desviar a ligação do banco para uma central falsa e até mesmo conseguiram enviar SMS para o número particular da vítima alertando falsamente sobre as compras. Assim, julgou procedente o pedido para condenar o banco. A sentença foi homologada pelo Marcus Abreu de Magalhães.

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