Acadêmicos da UFMS ficam sem aulas a partir de quando? Confira o que já se sabe sobre greve

Professores da UFMS pedem 19,99% de reajuste salarial
| 19/05/2022
- 09:49
professores adufms
Faixa de paralisação na UFMS (Foto: Divulgação)

Visando pressionar o governo Federal para um reajuste salarial na dos dois dígitos, os professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) decidiram pela deflagração da greve nesta quarta-feira (18). Os termos da paralisação, no entanto, ainda vão ser decididos na próxima terça-feira (24), quando ocorre nova assembleia geral da categoria.

Segundo o presidente da Adufms (Associação dos Docentes da UFMS), Marco Aurélio Stefanes, existem algumas variáveis que podem interferir na data de início da greve, mas se tudo continuar como está, sem proposta oficial do governo Federal, ela deve iniciar em junho.

Isso porque o intuito da paralisação é forçar a negociação com o antes do dia 1º de julho, data a partir da qual o governo fica impedido de conceder reajuste salarial a qualquer categoria por conta das eleições.

"Entre sexta (20) e sábado (21) vai haver o debate em âmbito nacional, e depois, na terça, vamos debater em nossa assembleia. Mas cabe a cada universidade decidir os termos da paralisação", disse Marco Aurélio.

A categoria pede reajuste salarial de 19,99%. O governo Federal, segundo o presidente da Adufms, tem feito chegar a alguns representantes dos docentes a possibilidade de um reajuste de 5%, mas nada formal até o momento.

De acordo com a Adufms, a reivindicação faz parte de um movimento nacional, coordenado pelo Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais). No dia 28 de abril, houve uma paralisação com aulas públicas em todas as unidades da Universidade. As aulas tiveram como objetivo explicar à comunidade acadêmica os motivos das reivindicações.

Os servidores federais não têm seu salário corrigido desde 2017. No entanto, o índice de 19,99% exigido se refere às perdas salariais ocorridas apenas durante o governo de Jair Bolsonaro, ou seja, desde janeiro de 2019.

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