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Cotidiano

Abandonada e sem água há meses, idosa é resgatada de casa coberta por fezes em Campo Grande

Filhos poderão responder pelo crime de abandono
Ranziel Oliveira, Mariane Chianezi -
Idosa vive em condições precárias. (Fotos: Nathália Alcântara / Midiamax)

“Não tenho mais forças”, foi o que disse uma idosa, de 74 anos, resgatada nesta quarta-feira (17) em uma casa no bairro Celina Jalad, em . Vivendo em condições subumanas, a moradora foi encontrada em situação de abandono, sem água há meses e vivendo em residência tomada por fezes e urina. 

A Polícia Civil chegou até o endereço após uma denúncia. Conforme explicado pelo delegado Camilo Kettenhuber, da 6ª DP, uma equipe foi até o endereço na segunda-feira (15), mas não encontrou ninguém. Ao retornarem nesta quarta-feira (17), encontraram a idosa em estado crítico. 

Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax
Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax

“Ela foi encontrada em situação de total precariedade, calamitosa, nenhum ser humano vive assim. Ela está com piolho, não sei há quantos dias está sem banho, tem incontinência urinaria e está sem defecar”, disse o delegado. Após conversar com a equipe policial, a idosa pediu ajuda.

A reportagem do Jornal Midiamax foi ao local. A poucos metros da porta de entrada, é possível se incomodar com o forte odor que parte da casa. A pia da cozinha tomada de louças que não são lavadas há tempos, banheiro com vaso entupido, fezes e urina pelo chão, geladeira com crostas de comida estragada, panelas sujas sendo usadas para cozinhar. 

Ao conversar com a reportagem, a idosa disse que vive com um benefício do Loas (Lei Orgânica de Assistência Social), que mal dá para pagar a conta de luz e comprar seus alimentos. Por isso, está com a água cortada há quatro meses, pois não tinha como pagar.

Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax
Foto: Nathalia Alcântara, Midiamax

“Eu moro aqui há 7 anos e tem um ano que fiquei doente. Eu fiquei doente e ninguém veio me ajudar”, lamentou a idosa, se referindo aos três filhos. Um está internado em uma clínica de reabilitação, os outros dois são casados e preferiram levar uma vida longe da mãe, no bairro Moreninhas. “Às vezes, eu ligo para eles e quando vou falar com eles, sempre estão trabalhando ou falam que não dá [para visitá-la]”, disse.

Com e pressão alta, a moradora viu pela última vez os filhos em junho de 2021.

Apesar de falar que pega os medicamentos no posto de saúde, uma equipe da unidade de saúde do bairro, que acompanhou o resgate, disse que a última vez que ela buscou medicamentos foi em 2020.

Delegado Camilo Kettenhuber é responsável pelo caso. (Foto: Nathália Alcântara / Midiamax)

O delegado de polícia, Camilo, disse que os filhos serão intimados a depor e, conforme o estatuto do , poderão responder pelo crime de abandono.

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