Sem chuvas suficientes, 45 municípios de MS enfrentam extrema seca

Mês registrou acumulado de chuva acima da média, entretanto, fluentes estão em condições graves
| 20/05/2022
- 11:55
seca no Rio Paraguai
Seca registrada no Rio Paraguai em 2021. (Foto: Norberto Duarte / AFP/METSUL METEOROLOGIA)

Mesmo registrando chuvas acima da média histórica com acumulados entre 90 e 180 milímetros em abril, principalmente, nas regiões centro, sul e sudeste de Mato Grosso do Sul, cerca de 45 municípios do Estado enfrentam seca extrema ou grave. Os dados do Monitor de Secas da ANA (Agência Nacional das Águas) e catalogados pela equipe do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), indicam que houve pouca melhora nas condições.

De maneira geral, são 17 cidades em seca extrema e 28 grave. Os demais, 34 municípios, estão em condições de seca moderada. Conforme o monitoramento, nenhum se enquadra na condição de seca excepcional, a pior situação ou sem seca. As regiões mais críticas continuam sendo leste e e no Pantanal.

A previsão indica manutenção do fenômeno La Niña, o que deve influenciar nas condições do tempo. Durante a atuação da La Niña tende a ocorrer uma maior frequência de massas de ar frio. Sendo assim, as chuvas devem ficar abaixo da média climatológica.

Em extrema seca estão as cidades: Anastácio, Antônio João, Aparecida do Taboado, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Cassilândia, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Ladário, Maracaju, Miranda, Nioaque, Paranaíba, e Porto Murtinho.

Na situação grave: Anaurilândia, Angélica, Aquidauana, Bandeirantes, Bataguassu, Brasilândia, Campo Grande, Brasilândia, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corguinho, Corumbá, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Inocência, Itaporã, Jaraguari, Laguna Carapã, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Rio Negro, Rochedo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Sidrolândia, Terenos e Três Lagoas.

seca - ANA-Cemtec

Avanço da seca

Associando as queimadas no Pantanal, o Estado continua registrando preocupação devido à falta de chuvas necessárias desde o início do ano. Em janeiro, a área com seca extrema havia avançado de 16% para 19%, sobretudo no sudoeste, aumentando a severidade do fenômeno no Estado, que tem a situação mais intensa do Centro-Oeste. Além disso, houve a permanência de 4% do Estado com seca excepcional em relação a dezembro, que é a mais severa na escala do monitor. Em termos de área total com seca, MS teve o fenômeno em seus 357 mil km², ficando atrás apenas de Mato Grosso.

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