Cotidiano

VÍDEO: Moradores e Ong de MS denunciam aterramento e morte de peixes no Rio Taquari

Moradores e uma Ong (Organização Não Governamental), denunciam, nesta terça-feira (19), o aterramento de canais do Rio Taquari, em Coxim, a 217 quilômetros de Campo Grande. O assoreamento que teria sido feito por fazendeiros está matando peixes da região desde o ano passado. Conforme um morador, que terá a identidade preservada, os crimes ambientais estariam […]

Karina Campos Publicado em 20/01/2021, às 15h47 - Atualizado em 21/01/2021, às 07h46

Morador reclama que peies estão ficando em locais assoreados. (Foto: Leitor Midiamax)
Morador reclama que peies estão ficando em locais assoreados. (Foto: Leitor Midiamax) - Morador reclama que peies estão ficando em locais assoreados. (Foto: Leitor Midiamax)

Moradores e uma Ong (Organização Não Governamental), denunciam, nesta terça-feira (19), o aterramento de canais do Rio Taquari, em Coxim, a 217 quilômetros de Campo Grande. O assoreamento que teria sido feito por fazendeiros está matando peixes da região desde o ano passado.

Conforme um morador, que terá a identidade preservada, os crimes ambientais estariam acontecendo na região conhecida como Caronal. Ela conta que para aumentar a produtividade nas fazenda, proprietários rurais estariam modificando e desviando o curso do rio, para ajudar na irrigação de pastagens.

“Com isso, milhares de toneladas de peixes têm sucumbido em meio ao aterramento dos cursos d’água da região, que é feito por dragas clandestinas e empreiteiros informais, marginalizando comunidades ribeirinhas inteiras, afetando negativamente a biodiversidade em todo ecossistema pantaneiro com a diminuição dos peixes e, num efeito dominó, escasseando também as aves, os répteis, os mamíferos e assim por diante”, disse.

VÍDEO: Moradores e Ong de MS denunciam aterramento e morte de peixes no Rio Taquari
Partes do rio Taquari com nível baixo de água. (Foto: Leitor Midiamax)

Ela ressalta que já registrou denúncias no Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Família) e Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), mas o assoreamento continua matando os peixes no rio sem a fiscalização.

“Estes criminosos obtêm licenciamento ambiental para ‘recuperação de área degradada’ que, por sua vez, é utilizado para o desvio do curso natural do rio, tirando suas águas das fazendas para serem substituídas por bois e capins.

A equipe entrou em contato com a Semagro, mas não obteve retorno até a publicação deste material.

Confira o vídeo:

Jornal Midiamax