Cotidiano

Uso de máscara e distanciamento deve continuar mesmo após vacinação, alerta SES-MS

Mesmo depois de Mato Grosso do Sul estar com a maioria da população imunizada contra a Covid-19, a recomendação é de que se mantenha o uso de máscara de proteção e o distanciamento social. Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), 3,47% dos habitantes já foram vacinados. “A manutenção do uso da máscara de […]

Adriel Mattos Publicado em 16/02/2021, às 08h19 - Atualizado às 08h21

Imagem ilustrativa. (Foto: Leonardo de França/Midiamax)
Imagem ilustrativa. (Foto: Leonardo de França/Midiamax) - Imagem ilustrativa. (Foto: Leonardo de França/Midiamax)

Mesmo depois de Mato Grosso do Sul estar com a maioria da população imunizada contra a Covid-19, a recomendação é de que se mantenha o uso de máscara de proteção e o distanciamento social. Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), 3,47% dos habitantes já foram vacinados.

“A manutenção do uso da máscara de proteção e o distanciamento é importante, mesmo após a vacinação, tanto na primeira como na segunda dose, visto que precisamos de um quantitativo muito grande da população imunizada para que tenhamos um respiro”, frisa a gerente técnica de Imunização da SES, Ana Paula Rezende Goldfinger.

Segundo a especialista, as vacinas estimulam o sistema imunológico após entrar em contato com vírus ou bactérias inativas ou atenuadas no organismo e provocam a produção de anticorpos que evitam acometimentos mais sérios ou até mesmo a morte. Com isso, ela conclui que as vacinas são seguras.

“Os imunizantes são rigorosamente testados e avaliados até que possam ser liberados e ofertados para população, com isso, têm eficácia comprovada, prevenindo doenças e em alguns casos erradicando-as, como é o caso da poliomielite, que não existe no Brasil desde o início dos anos 90 devido às políticas de prevenção do Ministério da Saúde. Portanto, não precisamos ter resistência quanto a sua eficácia”, reforça a gerente.

Quanto às reações, Ana Paula explica que após a aplicação algumas poucas pessoas podem desenvolver sintomas de reação adversa, uma vez que as vacinas são medicamentos e podem causar algum incômodo, dor, febre local ou outro sintoma. 

“Mas reforçamos que o risco de possível evento adverso e muito pequeno perto dos benéficos ofertados por uma vacina, ainda mais nos dias atuais”. Até o momento, apenas dois profissionais de saúde registraram reações graves da vacina.

A infectologista Mariana Croda, que integra o COE/MS (Centro de Operações Emergenciais), ressalta a importância do imunizante. “Nós temos anticorpos produzidos especificamente contra esse vírus, então isso já é uma técnica que usamos há muitos anos, nós temos várias vacinas semelhantes. Então não temos o que temer”.

O exemplo citado por Mariana se refere às demais vacinas já aplicadas há muitos anos. “Temos exemplos de vacinas que são seguras e que usamos há muitos anos como a Influenza, vacina do sarampo. A gente acredita que a vacina é eficaz e segura. E mais: não é somente o Brasil que vai usar essa vacina, a estratégia é que tenhamos outras variedades da vacina tanto no público, como no privado”, finaliza.

Jornal Midiamax