Cotidiano

Sem sedativos no Hospital de Câncer, pacientes precisam remarcar exames oncológicos

Pandemia fez demanda por sedativos 'explodir' em todo o Brasil

Fábio Oruê Publicado em 14/04/2021, às 16h36

Unidade iniciou o processo de importação de medicamentos da Europa
Unidade iniciou o processo de importação de medicamentos da Europa - Foto: Reprodução

Pacientes que vão fazer seus exames no Hospital do Câncer Alfredo Abrão estão tendo que remarcar os procedimentos previamente agendados para outras datas por conta da falta de insumos que o local está enfrentando. 

"Cheguei no horário, fiz o preparo no dia anteior, aí a moça da recepção pegou meu pedido de exame e me falou que não ia poder realizar por falta de anestesia", escreveu nas redes sociais uma paciente que estava com exame oncológico marcado para esta quarta-feira (14).

Em razão da pandemia e da alta demanda por medicamentos como sedativos, fornecedores de Mato Grosso do Sul e do país estão sem estoque disponível para próximos meses.

Em nota, o Hospital de Câncer explicou que o estoque chegou no limite e já adiaram as cirurgias marcadas para os próximos meses por falta de sedativos, relaxantes musculares e outros necessários para intubações e procedimentos gerais, nas UTIs (Unidade de Terapia Intensiva).

Ainda conforme o hospital, os itens não foram encontrados no varejo, distribuidoras ou indústrias porque fornecedores de Mato Grosso do Sul e do país estão sem estoque disponível.

A unidade vinha mantendo as atividades normalmente, ainda cedendo leitos de UTI auxiliar na lotação em outras unidades e retaguarda de pacientes em tratamento de sequelas da Covid-19, do Hospital Regional Rosa Pedrossian.

Com o aval das pastas e futura licitação de verba, a partir de segunda-feira (12), a unidade iniciou o processo de importação de medicamentos da Europa, onde ainda é possível encontrar alguns produtos,

Jornal Midiamax