Cotidiano

‘Se população não ajudar, vamos empilhar corpos’, diz prefeito de Ponta Porã

Cidade ampliou restrições após colapso na saúde pública e privada

Adriel Mattos Publicado em 02/06/2021, às 15h41

Peluffo durante coletiva hoje
Peluffo durante coletiva hoje - Foto: Divulgação/PMPP

O prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo (PSDB) ampliou as restrições para conter o avanço da Covid-19 após o sistema de saúde público e privado colapsar na cidade do sul de Mato Grosso do Sul. Ao Jornal Midiamax, ele relatou que o município está sob pressão.

A partir desta quarta-feira (2), o toque de recolher vai das 20h às 5h. Eventos de qualquer natureza estão proibidos e casas noturnas não podem abrir. Até a próxima semana, clubes e academias devem permanecer fechados.

“Se a população não colaborar, vamos começar a empilhar corpos”, declarou o tucano durante entrevista coletiva nesta manhã. Peluffo disse ao Jornal Midiamax que não há mais leitos nas redes pública e privada.

“Domingo abrimos dez leitos de UTI depois que o governo mandou respiradores. No mesmo dia, estavam todos ocupados. As enfermarias estão lotadas. Os leitos pós-cirúrgicos estão com pacientes covid. Estamos sobre pressão”, disse.

Com a falta de vagas, pacientes estão sendo transferidos até para outros estados. “O delegado [regional, Clemir Vieira Júnior] foi para o Rio de Janeiro porque não temos nenhuma vaga. A população precisa se conscientizar”, afirmou o prefeito.

Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ponta Porã soma 7.890 casos e 193 mortes pela doença.

Jornal Midiamax