Cotidiano

Saiba quais cuidados ter em casa com o retorno às aulas presenciais em Campo Grande

Pais devem orientar crianças sobre a prevenção e ficar atentos aos sintomas

Mylena Rocha Publicado em 26/07/2021, às 09h26

Confira orientações de infectologista sobre os cuidados em casa com a volta às aulas.
Confira orientações de infectologista sobre os cuidados em casa com a volta às aulas. - Henrique Arakaki/Midiamax

Depois de um ano e meio com aulas a distância, crianças e adolescentes retornam às escolas com o ensino híbrido a partir desta segunda-feira (26) em Campo Grande. Mesmo com os protocolos de segurança, os alunos estarão mais expostos ao coronavírus e, por isso, é preciso ficar atento aos cuidados em casa. Sintomas respiratórios devem acender o alerta e o papel dos pais ou responsáveis é orientar sobre a prevenção para a Covid-19. Para crianças que convivem com idosos, a cautela deve ser redobrada.

O médico infectologista Rodrigo Nascimento Coelho orienta que os cuidados devem ser reforçados em casa com o retorno às aulas presenciais, principalmente com relação à higiene pessoal. “[Os pais devem] orientar bem as crianças no sentido do contato interpessoal em situações como o lanche, saliva, abraço, beijo. Devem ficar atentos e vigilantes aos sintomas respiratórios das crianças, elas podem levar o vírus para os adultos em casa”, alerta. 

Para evitar a infecção pelo coronavírus, os alunos devem manter o uso de máscaras nas escolas e evitar abraços e beijos. Como alguns alunos têm pouca idade, é importante que os pais procurem sempre orientar sobre as medidas de prevenção. 

Outro ponto muito importante é que os pais fiquem atentos aos sintomas nas crianças. Qualquer sinal ou risco de infecção do coronavírus deve acender o alerta, para evitar que as crianças contaminem outros alunos ou até os professores. “É preciso ficar atento e vigilante aos sintomas respiratórios das crianças, elas podem levar o vírus para os adultos em casa”, recomenda o infectologista. 

E as crianças que convivem com os idosos, o que fazer? Como a maioria dos idosos já estão imunizados, ou seja, receberam duas doses ou a dose única da vacina contra o coronavírus, não é necessário privar o convívio. O médico infectologista, entretanto, explica que a vacinação não ‘blinda’ os idosos. Eles ainda podem ser infectados pelo coronavírus e ficar doentes. 

“Não que seja impeditivo o contato dos idosos com as crianças que retornam às aulas, mas o que é preciso é recobrar a vigilância no sentido de orientar as crianças sobre higiene pessoal, higienização das mãos, contato interpessoal e sobre os sintomas. E assim impedir que qualquer um, não somente as crianças, que tenham sintomatologia respiratória entrem em contato com outras pessoas”, afirma Rodrigo Nascimento. 

Para crianças e adultos, é importante fazer o teste do coronavírus ao apresentar os primeiros sintomas, mesmo que leves. A testagem vai garantir que a pessoa fique em isolamento e evite a contaminação de outras. Além disso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) sempre recomenda que as pessoas procurem atendimento cedo e que não deixem para buscar ajuda só quando os sintomas graves aparecerem.

Cuidados nas escolas

Esta segunda-feira (26) foi de retorno das aulas presenciais para parte dos 109 mil alunos da rede municipal de ensino de Campo Grande. Para evitar que a circulação de alunos aumente a disseminação da Covid-19, a Prefeitura montou um extenso protocolo de biossegurança.

O regramento vai desde horários escalonados na entrada dos alunos, passando pela obrigatoriedade de uso de máscara e aferição da temperatura, até o distanciamento entre carteiras e filas marcados no chão. Com o retorno às aulas presenciais, as salas de aula terão ocupação entre 25% e 50% com revezamento semanal, de acordo com a metragem do espaço para garantir o distanciamento necessário. 

(Colaboraram Gabriel Maymone e Lucas Mamédio)

Jornal Midiamax