Cotidiano

Reivindicando volta de auxilio emergencial e vacina, movimento negro protesta em frente ao MPF

Manifestantes ligados ao movimento negro reivindicam o retorno do auxílio emergencial e a imunização contra a Covid-19 para todos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O protesto acontece em frente ao MPF (Ministério Público Federal), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (18). Coordenadora da Coligação Negra por Direitos, a terapeuta […]

Karina Campos Publicado em 18/02/2021, às 17h03 - Atualizado às 18h21

Manifestantes em frente ao MPF. (Foto: Leonardo de França)
Manifestantes em frente ao MPF. (Foto: Leonardo de França) - Manifestantes em frente ao MPF. (Foto: Leonardo de França)

Manifestantes ligados ao movimento negro reivindicam o retorno do auxílio emergencial e a imunização contra a Covid-19 para todos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O protesto acontece em frente ao MPF (Ministério Público Federal), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (18).

Coordenadora da Coligação Negra por Direitos, a terapeuta ocupacional Rosana Santos, de 44 anos, explica que a MNU (Movimento Negro Unificado), União de Negros e Negras pela Igualdade e o Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro em MS também estão somando no protesto.

“O ato se organiza a partir de um grupo do movimentos negros, entidades sociais, pedindo o retorno do auxílio emergencial e vacina, direito para a população negra não morrer”, disse.

O estudante de história, Mateus Firmino, de 22 anos, explica que desde o início da pandemia, vê correlação com as mortes em decorrência da doença levada pela pobreza e pelas vítimas serem negras.

“Isso ocorre por fatores sociais, a desigualdade no pais é orientada por critérios raciais. A população que está nos postos de trabalho mais precário, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são os autodeclarados pardos e pretos. Para o movimento negro é o conjunto populacional menos favorecido por políticas públicas de seguridade social”, relata.

Reivindicando volta de auxilio emergencial e vacina, movimento negro protesta em frente ao MPF
presidente do TEZ (Grupo de Trabalho e Estudo Zumbi de Mato Grosso do Sul), Bartolina Ramalho. (Foto: Leonardo de França)

A presidente do TEZ (Grupo de Trabalho e Estudo Zumbi de Mato Grosso do Sul), Bartolina Ramalho Catanante, de 58 anos, afirma que a volta do pagamento do benefício e maior disponibilização de doses imunizantes pode ser assegurada pela economia brasileira.

“Penso que estamos em uma crise muito séria que assola famílias pobres e periféricas. Recursos para assegurar que a população tenha o mínimo de dignidade tem. Não é uma coisa utópica, o Brasil tem recurso para fazer. A pandemia trouxe medo. A ideia é chamar atenção das autoridades, temos que ter uma decisão política. Temos uma reserva cambial boa para assegurar o auxílio e recurso para todos”.

Segundo os organizadores as reinvindicações foram protocoladas para serem enviadas ao MPF, porém, o atendimento está em sistema home office, e o documento será enviado de forma on-line para análise.

Jornal Midiamax