Cotidiano

Por ‘descaso’ contra Covid-19, grupo com 50 indígenas dorme na Dsei à espera de secretário

Grupo com cerca de 50 indígenas passou a noite no prédio da Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) em Campo Grande à espera do secretário da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), Robson Santos. A principal reivindicação é a troca do coordenador da Dsei, Joe Saccenti Junior e ações mais efetivas no combate à Covid-19. Conforme Eder […]

Gabriel Maymone Publicado em 29/01/2021, às 09h55 - Atualizado às 10h06

Lideranças indígenas chegaram ao prédio da Dsei na quinta-feira (28). (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
Lideranças indígenas chegaram ao prédio da Dsei na quinta-feira (28). (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - Lideranças indígenas chegaram ao prédio da Dsei na quinta-feira (28). (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Grupo com cerca de 50 indígenas passou a noite no prédio da Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) em Campo Grande à espera do secretário da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), Robson Santos. A principal reivindicação é a troca do coordenador da Dsei, Joe Saccenti Junior e ações mais efetivas no combate à Covid-19.

Conforme Eder Buriti, uma das lideranças indígenas que está no local, o secretário prometeu atender o grupo por volta das 14h. Eder disse que o atual coordenador teria exonerado funcionários que faziam atendimento da Covid-19, agredido verbalmente lideranças e deixando de ouvir as comunidades.

A professora indígena da aldeia Jaguapiru Cristine Machado explicou as decisões tomadas pelos líderes. “Existe muita resistência em conversar com a gente, mas viemos para um diálogo e nossa própria resistência, para ficar até sermos atendidos”, comentou.

De acordo com ela, a persistência é para aproveitar que o secretário da Sesai está aqui no Estado. Vereador em Coronel Sapucaia e líder na aldeia Taquaperi, Claudemiro Pereira explica que o principal objetivo da manifestação é conseguir dialogar. “Não temos diálogo com o Dsei há cerca de um ano. Afastaram funcionários da área de saúde das aldeias, falta estrutura, a situação é precária e em muitos casos, não temos nem ambulância”, diz.

Liderança na aldeia Bananal, Wilson Terena afirma que há 15 aldeias em Aquidauana e apenas um médico para atendimento. O profissional ainda foi infectado pela Covid-19, deixando as aldeias sem assistência. “A gente pede socorro, perdemos várias pessoas, gente querida, pessoas da família. Está um descaso com a saúde indígena”.

Jornal Midiamax