Cotidiano

Para evitar racionamento de energia em MS e outros estados, Governo manda reduzir vazão de usinas

Baixo índice de chuvas pode gerar apagões nos estados

Dândara Genelhú Publicado em 12/06/2021, às 16h41

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Foto: Reprodução.

Para evitar possíveis apagões ou racionamento de energia em Mato Grosso do Sul e outros estados, o Ministério de Minas e Energia vai reduzir a vazão de duas hidrelétricas na Bacia do Paraná, sendo uma delas a Jupiá, entre Três Lagoas, Andradina e Castilho (SP).

Também sofre redução na vazão a Porto Primavera, entre Rosana (SP) e de Batayporã (MS). A decisão foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) na noite de sexta-feira, 11.

A portaria determina que a defluência mínima de Jupiá, da concessionária China Three Gorges Corporation Brasil reduza gradualmente. Ela deve atingir 2.300 metros cúbicos por segundo (m³/s) em 1º de julho; e a de Porto Primavera, da Cesp, a 2.700 m³/s na mesma data.

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) publicou nota técnica na sexta-feira (4), informando que iria recomendar fluxos ainda menores para as usinas. Além de tentar tratativas para diminuir o impacto da crise hidrelétrica do país, que afeta o turismo, pescadores, fauna e meio ambiente.

Alerta de apagões

Com baixos índices de chuva em 2021, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Paraná podem passar por quedas de energia neste ano. O SNM (Sistema Nacional de Meteorologia) emitiu alerta de emergência hídrica para os estados.

O alerta foi publicado nesta quinta-feira (27) e destaca a “escassez de precipitação para a região hidrográfica da Bacia do Paraná”, que abrange MS e os estados citados. De acordo com estudos do SNM, as previsões são de que indicam que a partir de maio até final de setembro esta região entre no período com menor volume de chuvas. Ou seja, a estação de seca do ano.

O SNM é coordenado pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e Censipam (Centro Gestor
e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia). Então, o Sistema, junto com o Setor Elétrico Brasileiro, destaca que de junho a agosto deste ano a tendência é de que haja pouco volume de chuva na bacia do Rio Paraná. O alerta destaca ainda que “essa previsão é consistente com a de outros centros internacionais de previsão climática”.

A partir de fevereiro de 2021 foi registrado déficit de chuvas na região. Assim, o acumulado parcial é de 27 milímetros para a bacia, ou seja, abaixo do acumulado regular é de 98 milímetros. “A situação atual de déficit de precipitação é severa”, destaca o alerta.

A falta de chuva afeta diretamente o abastecimento de energia no Estado, que é feito por usinas hidrelétricas. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou ao Poder360 que o país vive a pior crise hídrica desde 1931.

“É primeira vez que o SNM emite um Alerta de Emergência Hídrica, o que reforça a importância das previsões meteorológicas na antecipação e na redução de riscos para a população”, destacou o Sistema. Com o aviso, estados podem se preparar para possível crise de energia.

Jornal Midiamax