Cotidiano

Para diminuir mortalidade infantil, MS distribui ultrassom e municípios deverão aderir a programa

São 75 equipamentos de ultrassom que vão ser disponibilizados aos municípios

Renata Volpe Publicado em 19/11/2021, às 12h37

Reinaldo Azambuja durante lançamento do programa Bem-Nascer
Reinaldo Azambuja durante lançamento do programa Bem-Nascer - Marcos Ermínio, Jornal Midiamax

Com o aumento no número da mortalidade infantil e materna em 2021 devido à pandemia da Covid-19, o Governo de Mato Grosso do Sul lançou o programa Bem-Nascer, que precisa da adesão dos 79 municípios. Com isso, vão ser disponibilizados 75 equipamentos de ultrassom que já foram comprados, para atender as mulheres grávidas.

O lançamento do programa aconteceu nesta sexta-feira (19) e teve a presença do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, e prefeitos dos municípios, além da primeira-dama do Estado, Fátima Azambuja, madrinha estadual do programa. Segundo dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde), em 2019, o Estado registrou 22 mortes, em 2020 foram 16 e, em 2021, 50 mortes maternas e infantis.

Reinaldo afirmou que o chamamento feito aos gestores dos municípios é para preservar a vida das mulheres e crianças, devido ao aumento de mortes durante a pandemia. “Vamos disponibilizar equipamentos, qualificação profissional, recursos financeiros para contratar mais equipes de profissionais, médicos, ginecologistas, obstetras, assistentes sociais para organizar esse sistema nos 79 municípios”.

Segundo o governador, os equipamentos de ultrassom já serão distribuídos, além dos outros que foram comprados. “Basta o município aderir ao programa e a causa não é só do governo, mas da sociedade também”.

Os recursos aplicados no programa são oriundos do Estado. São R$ 15 milhões em equipamentos, R$ 11 milhões em ultrassons e R$ 4,5 milhões em outros equipamentos que ajudam no combate à mortalidade materna e infantil, como o tocógrafo, equipamento para assistência do pré-natal.

Além disso, conforme Azambuja, o Estado vai disponibilizar R$ 30 mil para equipes locais para contratar um médico a mais, ou para atender a uma estrutura melhor. “É um programa permanente. O que fez aumentar a mortalidade na pandemia foi o afastamento das mulheres em função do medo da doença. Tem que fazer o pré-natal, exames de sangue, para descobrir doenças como sífilis, hipertensão, que levam a mulher a ter dificuldade no parto e podem levar à morte”.

Foram comprados 75 ultrassons. “Em 4 cidades não tem médicos específicos e vão funcionar anexos na macrorregião. Não adianta dar ultrassom e não ter quem opere o equipamento, enquanto não tem, a macrorregião atende”, ressaltou Reinaldo.

Conforme Geraldo Resende, vários municípios já têm equipamentos. “Para não ter duplicidade de equipamentos, município que recebeu há pouco tempo através de emenda parlamentar estadual ou federal, não temos como dar dois equipamentos, sendo que em 2 ou 3 anos começam a ficar ultrapassados”.

Resende informou ainda que o programa começa a ser implantado imediatamente, basta a adesão dos municípios. “Primeira vez no país que é lançado um programa com financiamento”. 

O secretário ainda citou onde o programa pode ser desenvolvido. “Em Dourados, temos belíssimo hospital, foi entregue há pouco tempo e está sendo utilizado para atender Covid-19, mas precisa cumprir sua missão. Em Três Lagoas, tem hospital novo que vai ser inaugurado e vai ter ala para mulher e criança. Em Campo Grande, queremos, a partir do ano que vem, fazer o lançamento da obra do hospital materno infantil Cândido Mariano que vai ser construído ao lado da maternidade, no estacionamento, projeto ousado que está sendo gestado”.

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