Cotidiano

Para continuar cirurgias oncológicas, Hospital do Câncer importa remédios da Europa

Unidade passa por dificuldades na compra de insumos e medicamentos para continuar tratamentos

Karina Campos Publicado em 10/04/2021, às 17h26 - Atualizado às 17h29

Unidade tem em estoque apenas medicamentos para as cirurgias do mês
Unidade tem em estoque apenas medicamentos para as cirurgias do mês - (Foto: Arquivo, Midiamax)

O Hospital do Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão informou, neste sábado (10), que continua passando por dificuldades na compra de medicamentos e insumos necessários para atendimento de cirurgias oncológicas eletivas. Fornecedores de Mato Grosso do Sul e do país estão sem estoque disponível para próximos meses.

Em nota, a unidade explicou que o estoque chegou no limite e já adiaram as cirurgias marcadas para os próximos meses por falta de sedativos, relaxantes musculares e outros necessários para intubações e procedimentos gerais, nas UTIs (Unidade de Terapia Intensiva). Ainda conforme o hospital, os itens não foram encontrados no varejo, distribuidoras ou indústrias.

“Não há previsão de chegada dos mesmos, situação igualmente enfrentada por grande parte das instituições de saúde do País. Nosso estoque é suficiente para manter nossos atendimentos aos pacientes oncológicos para este mês. A instituição filantrópica com atendimento majoritário voltado aos pacientes oncológicos SUS, tem se desdobrado para manter suas atividades especializadas em oncologia”, comunica.

A unidade vinha mantendo as atividades normalmente, ainda cedendo leitos de UTI auxiliar na lotação em outras unidades e retaguarda de pacientes em tratamento de sequelas da Covid-19, do Hospital Regional Rosa Pedrossian.

Na sexta-feira (9), o presidente da Fundação Carmem Prudente de MS-Hospital de Câncer de CG-MS Alfredo Abrão, Amilcar Silva Júnior, se reuniu com o secretário de Estado de Saúde de MS, Geraldo Resende e com o Secretário Municipal de Saúde José Mauro P. de Castro Filho, solicitando auxílio para a aquisição dos medicamentos.

Com o aval das pastas e futura licitação de verba, a partir de segunda-feira (12), a unidade deve iniciar o processo de importação de medicamentos da Europa, onde ainda é possível encontrar alguns produtos,

“Porém é de conhecimento geral que são trâmites que não se resolvem com a rapidez que gostaríamos. Esperamos com confiança vencer mais esta batalha em prol da vida, junto a todos os parceiros nesta jornada solidária pela saúde e vida”, finaliza.

Jornal Midiamax