Cotidiano

Pandemia desencoraja exames pré-natais e causa superlotação de UTIs neonatais de Campo Grande

Para suprir demanda, maternidade abriu mais 4 leitos. Há fila de espera para internação

Guilherme Cavalcante e Mariane Chianezi Publicado em 23/12/2021, às 15h13

Ao todo, maternidade terá 45 leitos de UTI ativos. Expectativa é de 60 a partir de janeiro
Ao todo, maternidade terá 45 leitos de UTI ativos. Expectativa é de 60 a partir de janeiro - Foto: Divulgação

A Maternidade Cândido Mariano de Campo Grande anunciou a ativação de mais quatro leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal nesta quinta-feira (23). A abertura dos leitos de cuidados intensivos ocorreu após todas as 41 unidades disponíveis ficarem ocupadas, havendo fila de espera para internações.

Fato incomum, a superlotação de leitos de UTI neonatais pode estar associada à pandemia do novo coronavírus, que teria desencorajado gestantes de fazerem os exames pré-natais corretamente, conforme relatou o presidente da Maternidade, Daniel Gonçalves de Miranda.

"Há uma fila de bebês esperando internação. Temos 41 UTIs e todas estão ocupadas, esses novos 4 leitos vão dar um respiro", relatou Miranda, que detalhou haver 5 bebês aguardando vagas para internação.

Os 45 leitos de UTI da Maternidade Cândido Mariano permanecerão em funcionamento até janeiro, quando a SES (Secretaria de Estado de Saúde) deverá fazer nova ampliação, que totalizará 60 unidades intensivistas neonatais. “A partir de segunda-feira os novos leitos já estarão funcionando. Há um projeto a longo prazo, que é a construção de uma nova torre da maternidade, para melhor suprir a demanda”, conclui o gestor.

A ativação dos novos leitos neonatais ocorreu um dia após a suspensão no atendimento pediátrico na Santa Casa de Campo Grande, tanto para o Prontomed (particular) como para a rede pública. A direção da maternidade, no entanto, não estabelece relação entre o fechamento da ala infantil e a superlotação nas UTIs neonatais.

Jornal Midiamax