Cotidiano

No ritmo atual, Campo Grande prevê vacinar toda população acima de 18 anos contra Covid em até 4 meses

Com chegada de novas remessas de doses, prefeitura está otimista com imunização de 90 a 120 dias

Dândara Genelhú Publicado em 06/05/2021, às 13h59

Cerca de 50 mil pessoas aguardam a segunda dose da Coronavac na Capital.
Cerca de 50 mil pessoas aguardam a segunda dose da Coronavac na Capital. - Foto: Arquivo | Midiamax

Vacinando até 1,2% da população por dia, Campo Grande pode imunizar toda a população acima de 18 anos contra Covid-19 em até 90 dias. “Se a gente mantiver esse ritmo, de 90 a 120 dias a gente faz”, diz o secretário de Saúde, José Mauro Filho, sobre a vacinação.

Remessas com grandes quantidades de vacinas e intensificação da aplicação de doses até às 22h são fatores que ajudam a Capital a avançar na campanha. Assim, considerando apenas a vacinação contra Covid-19, Campo Grande conseguiria vacinar todos acima de 18 anos antes do prazo estipulado anteriormente: novembro.

“Acho que pelo menos a primeira dose e grande parte da segunda”, detalha o secretário. Nesta quinta-feira (6), Campo Grande abriu a vacinação para pessoas de 35 anos com comorbidades.

Cada vez mais faixas etárias são incluídas na vacinação de pessoas com comorbidades. Além disso, nesta quinta-feira (6), a Capital abriu cadastro para pessoas a partir de 18 anos com e sem comorbidades.

No ritmo atual de chegada de vacinas e aplicações, em até duas novas remessas pessoas acima de 18 anos com comorbidades podem ser vacinadas. Para isso, José Mauro destaca que é preciso ver o encaminhamento da vacinação nos grupos já abertos e espera "que a gente chegue a 18 anos nas próximas duas remessas”.

Preocupação com a 2ª dose

Apesar de otimista, o secretário pede cautela e reforça que a informação depende de muitos fatores. Porém, destaca que a “preocupação agora é a D2, da Coronavac”.

Campo Grande e pelo menos outras nove capitais brasileiras estão com a aplicação da segunda dose da Coronavac paralisadas. Assim, a cidade e o Estado aguardam novas doses, previstas para chegarem até o final de semana.

Atualmente, a entrega das doses é realizada pelo Ministério da Saúde. No entanto, é preciso que o Instituto Butantan fabrique as vacinas e entregue para o PNI (Plano Nacional de Imunização). A barreira que causa o atraso é a falta de insumos, ou seja, matéria-prima para a fabricação dos imunizantes.

Enquanto isso, aproximadamente 50 mil pessoas esperam a segunda dose da Coronavac na Capital. O número foi estimado pelo secretário da Saúde de Campo Grande, ao Jornal Midiamax.

Público geral

Com a vacinação de pessoas com comorbidades, Campo Grande poderá se preparar para abrir a vacinação para o público geral. De acordo com o secretário, o último grupo a ser vacinado sem comorbidades foram os idosos de 60 anos.

“Então a gente vai terminar as comorbidades e os grupos prioritários, e aí a gente deve ter uma outra orientação para que venha por idade linear ou algum outro grupo prioritário”, explica. Essa orientação deverá ser dada pelo Ministério da Saúde.

Sobre o ritmo e as variantes da vacinação acelerada, o secretário disse que “se não recebessemos vacinas hoje, hoje mesmo já estaríamos sem imunizantes”. Porém, “como vai chegar, a gente vai ampliar o público ao invés de parar”.

Assim, ele destaca que “se mantiver esse ritmo, se ele for mantido, a gente consegue vacinar”. No entanto, ressalta que “tudo depende, são muitas variantes que podem acontecer para que a gente consiga vacinar”.

Jornal Midiamax