Cotidiano

MS tem 'alívio' de 3 dias, mas lotações em UTI covid voltam a ficar acima dos 100%

No sábado, Estado voltou a registrar superlotação em hospitais

Gabriel Maymone Publicado em 12/04/2021, às 08h55

Mesmo com ampliação de leitos UTI, MS continua com uma das maiores ocupações do país
Mesmo com ampliação de leitos UTI, MS continua com uma das maiores ocupações do país - Rovena Rosa / Agência Brasil

Depois de ficar três semanas com ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exlusiva para covid acima de 100%, Mato Grosso do Sul chegou a ficar três dias com índices abaixo desse patamar. Porém, o 'alívio' na superlotação de hospitais durou apenas três dias e, fim de semana, o sistema  de saúde do  Estado volta a registrar taxa acima de 100%.

Conforme o painel Mais Saúde, mantido pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), na manhã desta  segunda-feira (12), a taxa de ocupação de leitos críticos para pacientes com covid em estado grave é de 101%.

Isso significa que são 586 pacientes, sendo que a capacidade hospitalar de MS é de 580 leitos atualmente. Ou seja, o sistem  de saúde está  com 6 pacientes além da capacidade.

'Alívio' curto

Os dados apontam que durante a semana passada, além do alto número de mortes, houve ampliação dos leitos, que permitiu um pequeno e rápido alívio na superlotação dos hospitais.

Assim, entre quinta-feira e a manhã de sábado, o Estado teve índices abaixo de 100%, chegando a 91% na manhã de sexta-feira. Porém, durante a tarde de sábado, com alta nas internações, a taxa voltou a 100%.

Ampliação de leitos

A partir do dia 17 de março, MS começou a registrar a superlotação nos leitos UTI exclusivos para  covid. De lá para cá, houve ampliação de 157 vagas em hospitais, que não foram suficientes para reduzir o índice, apenas mantê-lo no mesmo nível.

No início da semana passada, o Estado bateu o recorde com 106% de taxa de ocupação, o maior do país, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que recomendou a continuidade das medidas restritivas mais rigorosas para diminuir o índice.

Em Campo Grande, a situação é mais crítica. A taxa de ocupação de leitos UTI para covid atingiu 102,65%, mesmo após os 14 dias de restrições que o município adotou no fim de março.

Jornal Midiamax