Cotidiano

Mesmo durante pandemia, especialista alerta para busca do diagnóstico precoce do câncer

Durante a pandemia de coronavírus, exames de rotina foram deixados de lado e estão sendo retomados aos poucos. O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado no dia 04 de fevereiro, e especialista alerta para importância do diagnóstico precoce. “O mais importante nessa data é chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade do […]

Karina Campos Publicado em 29/01/2021, às 17h44

(Foto: Ilustrativa)
(Foto: Ilustrativa) - (Foto: Ilustrativa)

Durante a pandemia de coronavírus, exames de rotina foram deixados de lado e estão sendo retomados aos poucos. O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado no dia 04 de fevereiro, e especialista alerta para importância do diagnóstico precoce.

“O mais importante nessa data é chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade do diagnóstico precoce do câncer, ou seja, que ele seja detectado desde o início, já que a doença é a segunda que mais mata no mundo todo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares”, explicou o cirurgião de cabeça e pescoço da Unimed Campo Grande, Dr. Maurício Simões Corrêa.

Além da procura antecipada, o médica ressalta que o paciente pode prevenir a doença observando os fatores de risco exógenos, que são produtos químicos e elementos físicos da natureza que precipitam a doença, como a radiação ultravioleta, emitida por máquinas e bombas de radiação e acidentes nucleares, por exemplo.

Quanto ao desenvolvimento da doença devido à genética, o especialista diz que dois aspectos precisam ser observados. Ele também afirma que é essencial estabelecer uma rotina de diagnóstico precoce de acordo com o grupo de risco que cada pessoa se enquadra, o histórico familiar, de vida e laboral. Tudo isso vai influenciar no desenvolvimento ou não da doença

“As pessoas confundem pré-disposição genética com fatores de risco exógenos. Existem as neoplasias malignas que são de natureza hereditária e que representam apenas 5% de todos os cânceres. Existe também a pré-disposição genética, onde o paciente não vai desenvolver obrigatoriamente o câncer, mas, se ele for exposto aos fatores de risco, há uma chance maior de isso acontecer”, pontua o médico.

Mesmo com as limitações da pandemia, o profissional lembra que o acompanhamento médico é essencial para o cuidado. “A pandemia do coronavírus teve um impacto relevante na possibilidade das pessoas saírem de suas casas e irem até unidades de saúde em 2020, mas depois que a maioria da população for vacinada, é imprescindível que elas voltem a realizar seus exames de rotina, baseado no seu grupo de risco e isso não só em relação ao câncer, mas pensando no diagnóstico precoce de outras patologias também”, finaliza.

Jornal Midiamax