Cotidiano

Mesmo com seca histórica no Rio Paraguai, barcos-hotéis 'bombam' no feriadão e operam com capacidade máxima

Empresários tiveram que mudar rota dos barcos-hotéis devido à seca no Pantanal

Fábio Oruê Publicado em 09/10/2021, às 08h49

Barcos vão operar com capacidade máxima
Barcos vão operar com capacidade máxima - Foto: Divulgação/ Igaratá

Com feriadão chegando, os sul-mato-grossenses já estão com as malas prontas para viajar. Um dos destinos preferidos dos pescadores de plantão é Corumbá e seus barcos-hotéis, que vão 'bombar' nos próximos dias e operar com a capacidade máxima nesta época de pré-piracema. 

O barco-hotel Almirante já tem todas as 60 vagas reservadas no município, segundo o gerente, Manoel Júnior. Ele conta que esse ano o movimento foi melhor em relação ao mesmo período do ano passado, no meio da pandemia. Em 2021, as reservas voltaram com tudo, garantiu. "Esse ano voltou o que era antes da pandemia, em 2019, 2018. Só ano passado que baixou um pouco", revelou ao Jornal Midiamax.

O mesmo vale para os três barcos do Igaratá Barco-Hotel, que vão operar com cerca de 60 pessoas, que buscam as belezas do pantanal sul-mato-grossense e a diversão do pesque e solte. "Estamos lotados desde abril, maio. Todas as reservas fechadas", contou o proprietário, Danilo Esteves, à reportagem. 

Apesar do sucesso na procura pelo serviço dos barcos, o Rio Paraguai vem batendo recordes negativos históricos nos últimos dias devido à seca. Na última quinta-feira (7), o nível do rio, em Ladário, bateu recorde negativo que durava mais de 100 anos.

Segundo monitoramento do Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste, o nível chegou -52 cm na quinta, quarta-feira (6) foi -50 cm e na terça (5) de -48 cm. Antes de terça, a última vez que o nível chegou a -48 foi em 1910.

Barco-hotel Almirante (Foto: Divulgação/ Almirante)
Barco-hotel Almirante (Foto: Divulgação/ Almirante)

Essa situação impactou na vida do setor de barcos-hotéis, mas não trouxe prejuízos, segundo os empresários. "O que acontece agora é que a gente não consegue subir muito o Rio Paraguai. Antes a gente subia até 300 km acima e hoje conseguimos ir até 200 km rio acima. A rota mudou um pouco", explicou Esteves. 

Conforme Manoel, os barcos do Almirante estão conseguindo ir até a região da Serra do Amolar, um dos pontos de pesca. "Antes a gente conseguia ir até um ponto acima, que era o último do nosso itinerário", contou à reportagem.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, há previsão para pancadas de chuva na região. “Para as próximas semanas estão previstas ocorrências de pequenas precipitações na área da bacia do rio Paraguai, com uma maior incidência de pequenos acumulados de chuva, a partir da segunda semana do mês de outubro e se distribuindo de maneira aleatória sobre toda a área da bacia”, informa o boletim. 

Jornal Midiamax