Cotidiano

Familiares de intubados com covid no HRMS se desesperam sem antibiótico de R$ 7,8 mil e Governo diz que usa 'similar'

Em alguns casos, parentes pedem doações para conseguir comprar o remédio

Mylena Rocha e Dândara Genelhú Publicado em 28/04/2021, às 11h01 - Atualizado às 12h25

Em um dos casos, receita é de 30 frascos do medicamento.
Em um dos casos, receita é de 30 frascos do medicamento. - Reprodução

Além da dor em ter um familiar internado em estado grave por conta do coronavírus, famílias de pacientes do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) se viram em apuros após receber a receita de um medicamento em falta no hospital. Em um dos casos relatados, os familiares começaram a pedir doações depois de pesquisarem que o preço corresponderia a R$ 7,8 mil. 

O medicamento em questão é a Polimixina B, um antibiótico para tratamento de infecções por bactérias multi resistentes. Na receita assinada pela médica Patricia Rubini, que já foi diretora técnica do hospital, o pedido é de 30 frascos do medicamento. 

O paciente está intubado e a família começou a se mobilizar para comprar o medicamento. “Hoje estivemos no hospital e ele está precisando de um medicamento com urgência que não tem em Campo Grande. Conseguimos achar fora daqui, custa R$ 7.800 as 30 ampolas e estamos precisando de ajuda para compra imediata”, disse um familiar. 

Em nota, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) destaca que está dando o suporte necessário para os pacientes internados em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A secretariar explica que o medicamento está em falta em todo o país, por conta da falta de importação da matéria-prima. 

“Essa falta está ocorrendo no mundo todo, pois todos os lugares do mundo estão utilizando esse antibiótico. Para não parar o tratamento do paciente, o Hospital Regional está utilizando outros antibióticos com mesmos efeitos no paciente. Os pacientes estão recebendo todos os medicamentos necessários”, informou. A SES orienta que os pacientes em dúvida devem procurar a ouvidoria do HRMS. 

O Hospital Regional reforça a resposta da SES e explica que usa esquemas alternativos de antibióticos, sob orientação da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) do hospital.

Jornal Midiamax