Cotidiano

Mal sinalizado, cruzamento no Nova Lima é palco de colisões e desrespeito às leis

Moradores afirmam que o problema é recorrente

Ranziel Oliveira Publicado em 06/10/2021, às 08h30

Com pouca sinalização, cruzamento é palco frequente de acidentes
Com pouca sinalização, cruzamento é palco frequente de acidentes - (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax)

O cruzamento da Rua Jerônimo de Albuquerque com a avenida Abrão Anache, no bairro Nova Lima, é um ponto frequente de acidentes e desrespeitos às leis de trânsito. De um lado, pouca sinalização leva os condutores a não visualizarem a placa de ‘PARE’, furando a preferencial e causando as colisões. Do outro, está a desatenção de motoristas que acabam contribuindo para acidentes. 

Há 28 anos na região, o tapeceiro Valdemir Alves Junior já testemunhou vários acidentes no encontro das vias, por vezes, causados pela falta de sinalização. “Semana passada tiveram dois acidentes. O motorista vem pela preferencial na Abrão Anache, mas a rua vira Pare no cruzamento da rua Jerônimo. Ele vem embalado e como só tem uma placa de ‘PARE’, ela passa despercebida. Ele não percebe que mudou a preferencial e fura o cruzamento”, conta o comerciante.  

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Local não tem faixa de pedestre (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax)

No cruzamento, os prejuízos são constantes para condutores e comerciantes. “A porta daquele salão do outro lado da rua já foi trocada duas vezes. E essa coluna uma vez”, disse ele.

Para quem mora na região desde 1995, o problema foi agravado com o desenvolvimento urbano e a falta de planejamento. “A região cresceu, antes aqui era uma areião. Agora tem novos bairros e um shopping por perto, isso aumentou o movimento da via”, explicou Erico Santana Santos, de 39 anos.

Para ele, o local precisa de um reforço urgente na sinalização. “Aqui já deu até morte, ninguém obedece e entram com tudo nas conversões. Precisa de um semáforo”, reivindica o morador.

Para o atendente de conveniência Murilo Inácio, de 21 anos, além de uma melhora na sinalização é preciso de uma mudança dos próprios condutores. “Já teve um monte de acidentes de carro e moto, sempre tem. O motorista do ônibus mesmo estando na preferencial para no cruzamento, porque sabe que as pessoas não respeitam. Falta conscientização”, finalizou.  

Agetran

O Jornal Midiamax solicitou o posicionamento da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), através da prefeitura de Campo Grande, questionando qual medida o órgão pretende tomar para solucionar o problema e se existe a possibilidade de instalar um semáforo. Em nota, a gestão se limitou a dizer que: ‘Agetran enviará equipe ao local para avaliar tecnicamente o problema’.

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