Cotidiano

Homem procura emprego em Tocantins e quase vai preso por dados fraudados em Campo Grande

Caso foi descoberto durante seleção de emprego da vítima, que descobriu a fraude com ajuda da Defensoria

Lucas Mamédio Publicado em 14/09/2021, às 15h56

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(Foto: Reprodução)

A Defensoria Pública de MS, em conjunto com a Defensoria Pública de Tocantins, conseguiu evitar a prisão de um homem que teve seus dados fraudados por uma pessoa que praticou diversos crimes em Mato Grosso do Sul.

Conforme o coordenador do Núcleo de Execução Penal da Defensoria Pública, defensor público de MS Cahuê Duarte e Urdiales, ao participar de seleção de emprego, a vítima, que mota em Tocantins, descobriu que seu nome e outros dados pessoais foram utilizados falsamente por terceira pessoa que foi presa e condenada por praticar crimes de roubo em Campo Grande.

Desesperado por conta do risco de ser preso injustamente, o assistido solicitou atendimento da Defensoria Pública de Tocantins. Na cidade de Paraíso do Tocantins, o atendimento foi realizado pela defensora pública Letícia Cristina Amorim Saraiva dos Santos, coordenadora do Núcleo de Defesa e Assistência ao Preso (Nadep).

Em razão dos processos criminais serem de Campo Grande, a defensora do Tocantins solicitou auxílio da Defensoria Pública de MS para que atuasse nos processos instaurados contra o assistido, o que ensejou a mobilização de vários defensoras e defensores públicos de MS para se restabelecer a verdade.

A defensora pública, Maritza Brandão, apresentou em outra ação penal resultado da perícia datiloscópica, a qual concluiu que as impressões digitais coletadas durante a prisão em flagrante não eram do assistido, mas sim de uma terceira pessoa que até o presente momento não foi identificada, o que provou definitivamente ser o assistido pessoa inocente em todos esses casos.

Segunda Instância - Já em outra ação penal, onde houve prisão em flagrante e condenação do assistido a uma pena de 6 anos em regime inicial semiaberto, pela prática de vários crimes de roubo, a Defensoria Pública atuou em duas frentes.

Para desconstituir a condenação indevida e invalidar a guia de execução penal expedida contra o assistido, a defensora pública de Segunda Instância Zeliana Luzia Delarissa Sabala ingressou com o pedido de revisão criminal, a qual ainda está pendente de julgamento.

E para evitar qualquer tipo de prisão indevida do assistido em sede de execução penal, o defensor público Humberto Bernardino Sena pediu a suspensão da ordem de prisão e da tramitação da guia, o que foi prontamente acolhido pela Justiça.

Jornal Midiamax