Cotidiano

Histórica em MS, Escadinha de Corumbá passa por restauração

Construída em 1923, lugar dá uma vista privilegiada do Rio Paraguai e do Pantanal

Karina Campos Publicado em 23/04/2021, às 10h49 - Atualizado às 10h50

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(Foto: Divulgação/Prefeitura de Corumbá)

A Prefeitura de Corumbá, a 417 quilômetros de Campo Grande, anunciou que retomou o trabalho de restauração da Escadinha da rua XV de Novembro, nesta sexta-feira (23). Histórica no Estado, o local dá acesso a uma vista privilegiada do Rio Paraguai e do Pantanal.

Em nota, o município informou que a recuperação começa na contenção das encostas, após superar uma série de entraves burocráticos, técnicos e jurídicos, a empresa vencedora do certame realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos.

“O prazo para conclusão dessa fase é de 60 dias. Só depois é que será feita uma nova licitação para execução do serviço. Hoje o principal problema do local são as encostas, que não dão garantia de que não haverá deslizamentos nem transtornos relacionados à instabilidade do terreno em torno”, comunica.

Já está sendo feita desde o início da semana a limpeza completa da área e também a manutenção dos tapumes. Por ser um local de riscos de acidentes na encosta, o local continua fechado aos moradores.

Histórica

Com 126 degraus, a escadinha foi construída em 1993, no cruzamento da Avenida General Rondon com a rua XV de Novembro, sendo um dos acessos da parte alta da cidade ao Porto Geral.

Além da visão alta nos pontos turístico da cidade, dá visibilidade ao sítio de valor arquitetônico e cultural, tombado pelo IPHAN, com exposição de calcretes da Formação Xaraiés.

A obra de recuperação da encosta começou em 2018, porém, decorrer do processo, no início da perfuração da encosta para realização da ancoragem, foi verificado um desagregamento da estrutura, causando instabilidade.

Mesmo com a intervenção, a instabilidade do local aumentou e os serviços foram paralisados para nova avaliação. O município informou não possuía equipamentos de sondagem e nem especialistas na área, foi necessária a contratação de um projeto de contenção.

Jornal Midiamax