Cotidiano

Frequente em MS, pouso de balão satélite é controlado para ocorrer em áreas não habitadas

Em menos de uma semana, dois balões satélites pousaram em fazendas no interior de Mato Grosso do Sul, despertando a curiosidade dos moradores. Os equipamentos fazem parte do projeto Loon, desenvolvido pelo Google para fornecer acesso à internet em áreas rurais e regiões de difícil acesso. Mas, afinal, estes satélites podem acabar machucando alguém? O […]

Mylena Rocha Publicado em 14/01/2021, às 11h30 - Atualizado às 16h14

Balão satélite achado em fazenda de Anaurilândia (Foto: Reprodução/Twitter)
Balão satélite achado em fazenda de Anaurilândia (Foto: Reprodução/Twitter) - Balão satélite achado em fazenda de Anaurilândia (Foto: Reprodução/Twitter)

Em menos de uma semana, dois balões satélites pousaram em fazendas no interior de Mato Grosso do Sul, despertando a curiosidade dos moradores. Os equipamentos fazem parte do projeto Loon, desenvolvido pelo Google para fornecer acesso à internet em áreas rurais e regiões de difícil acesso. Mas, afinal, estes satélites podem acabar machucando alguém? O que fazer ao encontrar um balão satélite? 

O primeiro caso de balão satélite encontrado em fazenda neste ano foi registrado na cidade de Paraíso das Águas, a 277 km de Campo Grande. O balão estava programado para aterrissar na fazenda vizinha, mas devido às condições climáticas, aterrissou em outra área. Em nota, a agência de comunicação Loon na América Latina explicou que o pouso foi realizado no dia 7 de janeiro de maneira segura e protegida, em coordenação com os oficiais do controle de tráfego aéreo local com base em protocolos estabelecidos. 

“De acordo com os procedimentos de pouso de Loon, um paraquedas foi lançado e o balão foi derrubado a uma velocidade relativamente baixa em uma área isolada. Em nenhum momento representou um risco para a população local ou para a vida selvagem. Uma equipe de recuperação do Loon foi enviada ao local de pouso e o balão foi coletado para análise e reciclagem”, informou. 

Frequente em MS, pouso de balão satélite é controlado para ocorrer em áreas não habitadas
Foto: Divulgação/Loon Communications Agency

O engenheiro eletricista Renan Aryel, membro do projeto Cipop (Ciência Popular) e ex-coordenador do Clube de Astronomia Carl Sagan da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), reforça que a queda dos balões é controlada. Com iniciativas de empresas gigantes, como o Google, episódios como os registrados em Paraíso das Águas e Anaurilândia devem se tornar mais frequentes no Estado.

“Esse projeto ainda está em desenvolvimento, então os balões não ficam em definitivo voando, o voo mais longo que eles conseguiram durou 300 dias”, afirma. 

Caso algum morador encontre um balão satélite caído, a orientação é não mexer no objeto. “Esses equipamentos são rastreados por GPS e uma equipe do projeto providenciará o contato com os responsáveis pelo lugar, no caso a administração da fazenda por exemplo, para que o equipamento seja removido em segurança”, explica Aryel.

Como funciona o pouso dos balões satélite

Conforme informações da agência do projeto Loon, os balões de satélites são monitorados 24 horas por dia por uma equipe de Engenheiros de Voo. “Mantemos telemetria contínua e links de comando com cada balão, rastreando a localização usando GPS. A cada minuto, recebemos aproximadamente 2.000 verificações de saúde e pontos de telemetria de cada balão que nos informam quando é o momento certo para pousar um balão”, informou a agência.

Quando um balão está pronto para pousar, o gás de sustentação que mantém o balão no ar é liberado e um pára-quedas é aberto automaticamente para controlar o pouso. Os pousos são feitos em estreita coordenação com o controle de tráfego aéreo local. Depois de pousar, equipes de recuperação especialmente treinadas para coletar os materiais do balão são acionadas.

Jornal Midiamax