Cotidiano

Balão Satélite do Google que caiu em fazenda de MS integra ‘Projeto Loon’

O balão satélite encontrado nesta sexta-feira (08) em uma propriedade rural de Paraíso das Águas, a 277 quilômetros de Campo Grande, faz parte de um projeto do Google chamado Loon, que está sendo desenvolvido com a missão de fornecer acesso à internet para áreas rurais e regiões de difícil acesso. O balão estava programado para […]

Dayene Paz Publicado em 08/01/2021, às 13h39 - Atualizado em 09/01/2021, às 08h54

Satélite do Google. Imagem: Divulgação
Satélite do Google. Imagem: Divulgação - Satélite do Google. Imagem: Divulgação

O balão satélite encontrado nesta sexta-feira (08) em uma propriedade rural de Paraíso das Águas, a 277 quilômetros de Campo Grande, faz parte de um projeto do Google chamado Loon, que está sendo desenvolvido com a missão de fornecer acesso à internet para áreas rurais e regiões de difícil acesso.

O balão estava programado para aterrissar na fazenda vizinha, mas devido às condições climáticas, aterrissou em outra área. A orientação é que não haja aproximação e que ninguém toque no equipamento, somente técnicos responsáveis façam a remoção, caso outros balões satélites sejam encontrados na região, informou o BNC Notícias.

O equipamento que pousou em Paraíso das Águas estava na África, onde projeto já está bem avançado e a cerca 20 quilômetros de distancia da terra. Ele é controlado pelo vento e monitorado via controle remoto pelo Google, munido de paraquedas e de todos os meios de segurança. Em janeiro de 2020, o mesmo modelo foi encontrado na fronteira do oeste do Rio Grande do Sul.

Como funciona o Loon?

Uma vez lançados ao céu, os balões navegam até o local desejado, passando por diferentes correntes de vento. Ao chegar em uma área que necessita de cobertura, um sinal de internet sem fio é transmitido aos telefones dos usuários que estão embaixo. Considerando que os balões voam em alta altitude, eles podem proporcionar uma área de conectividade até 30 vezes maior que as torres de celular convencionais.

Quando os balões completam seu ciclo no ar, o gás hélio utilizado é liberado e um paraquedas é acionado para garantir uma descida lenta até a terra. Os balões “não caem”, já que cada aterrissagem é planejada e controlada. Uma vez que o balão aterrissa, uma equipe de recuperação local se aproximará para recolher o balão e os equipamentos. Loon coordena todos os desembarques com o controle de tráfego aéreo local, e trabalha com os proprietários e outras autoridades locais. (Com colaboração do BNC Notícias)

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