Cotidiano

Fim de limite em lotação no transporte público não agrada passageiros: ‘Muita gente para pouco ônibus’

Agetran já liberou entrada pela porta traseira nos Peg Fácil do Centro e nos terminais dos bairros a partir do dia 15

Mariane Chianezi e Ranziel Oliveira Publicado em 28/09/2021, às 14h48

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Leonardo de França, Midiamax

Os passageiros do transporte público de Campo Grande não estão satisfeitos com a medida da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) em por fim ao limite de lotação de 70% nos ônibus.Segundo os passageiros, há muita gente para poucos ônibus nas ruas.

Nesta segunda-feira (27), foram normalizadas as entradas e saídas nos terminais Júlio de Castilho, Peg Fácil Shopping Campo Grande, Peg Fácil 13 de maio e Peg Fácil da Afonso Pena (praça). Já nos terminais Aero Rancho, Moreninhas, Guaicurus, Nova Bahia, Hércules Maymone, General Osório, Morenão e Bandeirantes, a retomada deverá ser até 15 de outubro.

Quem embarcou na Praça Ary Coelho nesta terça-feira (28) contou que as viagens estão mais cheias e permitir a lotação no transporte público em plena pandemia, com os riscos de variantes do vírus ainda ameaçando a população, é uma decisão que seria equivocada.

Vilma Grego, de 64 anos, contou que nos terminais antes não entravam todos os passageiros que formavam a fila, tinha o limite. Porém, agora, entra até o último da fila. “O transporte coletivo é sempre um sacrifício, não estão nem aí para nos dar conforto, apenas pensam em aumentar a passagem”, criticou a passageira.

Retorno do embarque e desembarque nos terminais

A agente de asseio e conservação, Tatiane Tiburcio, de 33 anos, disse que chega a gastar seis passes por dia diante da medida de ter que embarcar nos terminais pela porta dianteira. Com a entrada pela porta de trás, a economia é esperada. No entanto, ela critica a liberação da lotação máxima dos ônibus e a pouca quantidade de veículos disponíveis.

“É difícil ter que pagar seis passes por dia, é uma coisa que não tem cabimento, está péssimo. A gente paga aluguel, acorda cedo, pelo menos tinha que melhorar o transporte”, pontuou.

Maria de Fátima é cozinheira, trabalha na região central e não concordou com a medida de liberar 100% da capacidade de lotação dos ônibus. “É difícil, anda muito cheio e na pandemia não era para estar desse jeito”, disse.

Tudo igual 

A reportagem entrou em contato com a Agetran questionando se as linhas extintas durante a pandemia deverão voltar diante da retomada da normalidade no transporte público. Em nota, a agência disse que os trajetos e quantidade de veículos nas linhas devem permanecer iguais até então. 

"A Agetran esclarece que todas as linhas são acompanhadas tecnicamente diariamente e, aquelas que apresentam demanda ou necessidade específica vão  sofrendo alterações", disse.

Jornal Midiamax