Cotidiano

Colapso: Medicamentos para intubação podem acabar em 15 dias em MS, alerta secretário

Essenciais para o tratamento de pacientes em estado grave de covid, os medicamentos que compõem o kit intubação estão com estoque baixo e podem acabar dentro de 15 dias em Mato Grosso do Sul, segundo informou o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende. “Aqui estamos com falta. Segundo os estoques dos hospitais levantados [pela SES], […]

Gabriel Maymone Publicado em 19/03/2021, às 08h54 - Atualizado às 15h27

MS está com baixo estoque de medicamentos para kit intubação. (Imagem: Reprodução)
MS está com baixo estoque de medicamentos para kit intubação. (Imagem: Reprodução) - MS está com baixo estoque de medicamentos para kit intubação. (Imagem: Reprodução)

Essenciais para o tratamento de pacientes em estado grave de covid, os medicamentos que compõem o kit intubação estão com estoque baixo e podem acabar dentro de 15 dias em Mato Grosso do Sul, segundo informou o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende.

“Aqui estamos com falta. Segundo os estoques dos hospitais levantados [pela SES], dá para no máximo de 15 a 20 dias”, informou Resende.

Conforme o secretário, MS e demais estados da federação alertaram o Ministério da Saúde sobre a situação. “O governo federal fez a requisição administrativa dos estoques das indústrias nacionais e está fazendo tratativas”, explicou.

O kit intubação é composto por medicamentos para anestesia, sedação e relaxamento muscular.

Alerta

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde já vem alertando o governo federal sobre a situação há semanas. Conforme a entidade, pelo menos dez estados do país estão com falta de onze medicamentos do kit intubação e o estoque de bloqueadores musculares é crítico em todo o país.

O Ministério da Saúde informou que fez, na quarta-feira (17), uma requisição administrativa de 665.507 medicamentos para intubação para um período de 15 dias.

Na quinta-feira, houve reunião da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com representantes do setor privado e Associação Médica Brasileira em que foi garantido que os insumos cheguem aos hospitais sem prejuízo para a eficácia, a qualidade e as segurança dos medicamentos.

Jornal Midiamax