Cotidiano

Enfermeiros realizam carreata em Campo Grande por aprovação do aumento no piso salarial

Profissionais irão se reunir na Avenida Afonso Pena em frente ao Círculo Militar

Gabriel Neves Publicado em 12/05/2021, às 09h36

Movimento deverá ocorrer em diversos Estados.
Movimento deverá ocorrer em diversos Estados. - (Foto: Henrique Arakaki/Midiamax)

Profissionais da saúde, como enfermeiros e técnicos de enfermagem, irão realizar uma carreata na tarde desta quinta-feira (12), em Campo Grande. A categoria pretende dar visibilidade ao projeto de lei que prevê um piso salarial de até R$ 7.315 para os profissionais.

De acordo com o presidente do Siems (Sindicato de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, o agrupamento ocorrerá às 14:00 na Avenida Afonso Pena em frente ao Círculo Militar e a carreata deve iniciar às 15:00.

“É um movimento nacional, que os profissionais daqui irão aderir, para chamar a atenção da sociedade sobre a importância de um piso salarial para o profissional de enfermagem”, comentou Santana.

Projeto de lei

O Projeto de Lei 2564/2020 prevê um piso salarial de R$ 7.315 para enfermeiros, de R$ 5,1 mil para técnicos e de R$ 3,6 mil para auxiliares e parteiras. Os valores são baseados numa jornada de 30 horas semanais e são válidos para União, estados, municípios, Distrito Federal e instituições de saúde privadas.

De acordo com o Siems, os profissionais de Mato Grosso do Sul recebem uma média bem abaixo do proposto na PL, entre $ 1,6 mil a R$ 3,6 mil, sendo o valor mais baixo para auxiliares de enfermagem e o mais alto para enfermeiros.

A lei, caso aprovada, deverá afetar cerca de 25 mil trabalhadores da área da saúde em todo o Mato Grosso do Sul.

Entidades contrárias

Diversas entidades da área médica enviaram ao Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um ofício solicitando que o Presidente do Congresso não coloque em votação o Projeto de Lei 2564/2020.

O documento enviado pelas entidades que a aprovação do projeto de lei significaria um impacto financeiro de R$ 54,5 bilhões para o setor de saúde, sendo R$ 18,5 bilhões para o setor público e R$ 36 bilhões para o setor privado.

A medida teve a adesão da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), Aahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde), FBH (Federação Brasileira de Hospitais), Abramg (Associação Brasileira de Planos de Saúde), Unimed Brasil (Confederação Nacional de Cooperativas Médicas), CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) e FeneSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar).

Jornal Midiamax