Cotidiano

Enfermagem do hospital Regional de Ponta Porã anuncia greve para quarta-feira

Grupo busca protestar por conta da proposta de não-reajuste salarial

Fábio Oruê Publicado em 24/05/2021, às 18h21

Enfermeiros já fizeram protesto na frente do hospital
Enfermeiros já fizeram protesto na frente do hospital - Foto: Divulgação

Há meses tentando negociar o aumento salarial e sem resposta, a enfermagem do Hospital Regional de Ponta Porã irá paralisar os trabalhas na próxima quarta-feira (26).

Na manhã desta segunda-feira, o  Hospital Regional Dr. José Simone Netto fez a proposta patronal foi de reajuste zero. Por isso, a categoria realizou assembleia e aprovou movimento paredista que terá início em 72h.

O presidente do SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, explicou que no hospital trabalham 181 profissionais da área.

“A enfermagem de Ponta Porã recebe um dos menores salários do Estado, a média é de R$ 1.500,00, trabalham com afinco no combate ao Covid-19 e no enfrentamento de todos os demais casos dentro do hospital, essa proposta de reajuste zero significa mais perdas nos salários desses profissionais”, enfatiza o enfermeiro.

O diretor do SIEMS, Sebastian Rojas, que está em Ponta Porã, afirma que a categoria está aberta ao diálogo, mas se depara com um jogo de empurra.

“A OS (Organização Social) que administra o hospital argumenta que depende do Estado para conceder aumento salarial, ao mesmo tempo, quando questionados, dizem que não têm respostas. Se até o dia 27, nada for apresentado nossa alternativa será a greve”, destaca.

O sindicato solicitou a intermediação do Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Estadual, informou a todos administradores do Hospital e já enviou publicação de edital de movimento grevista.

O objetivo principal é que ocorra diálogo e acordos para evitar a paralisação das atividades.

Histórico

Em março iniciaram-se as negociações salariais. O SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul) enviou a pauta de reivindicações para o hospital, com destaque para o reajuste salarial.

Em abril ocorreu a primeira reunião entre sindicato laboral e representantes da OS, não houve consenso e 10 dias após, os gestores patronais responderam que dependem de aporte financeiro do Estado para reajustarem os salários.

O contrato de administração é por meio OS (Organização Social), gerenciado pelo Instituto Acqua, o hospital atende população de mais de 200 mil habitantes dos oito municípios da região sul do Estado.

Conforme contrato, governo estadual deve repassar um total de R$ 269,9 milhões para que ocorra a administração do hospital, sendo que o valor mensal repassado é de R$ 4.499.907, 64.

A Enfermagem atende a macrorregião, que engloba oito municípios do Estado e até mesmo pacientes que chegam dos países fronteiriços.

Jornal Midiamax