Em MS, 31,2% das mortes por covid entre crianças e adolescentes é de bebês com menos de 1 ano

Pesquisa nacional da Fiocruz mostrou que um terço das mortes entre menores de 18 anos ocorreu em bebês
| 16/08/2021
- 14:11
Em MS, 31,2% das mortes por covid entre crianças e adolescentes é de bebês com menos de 1 ano
Estudo aponta que, mesmo vacinados, adultos devem continuar tomando cuidados para proteger crianças. - Henrique Arakaki/Midiamax

Em já foram registradas 16 mortes de crianças e adolescentes de até 18 anos. Entre os óbitos, cinco bebês com menos de um ano já morreram por , índice similar ao apresentado em pesquisa nacional feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Dados do levantamento inédito feito pela Fundação apontaram que quase metade das crianças e adolescentes mortos por coronavírus no Brasil no ano passado tinham até dois anos de idade. Além disso, um terço dos óbitos entre os menores de 18 anos aconteceu entre bebês menores de um ano. 

Em Mato Grosso do Sul, 16 crianças e adolescentes já morreram por coronavírus desde o início da pandemia, segundo dados do portal Mais Saúde, da SES (Secretaria de Estado de Saúde). Os dados levam em conta desde bebês até pessoas com 18 anos, assim como o levantamento nacional. Entre as crianças e adolescentes, seis eram de pacientes com menos de um ano de idade. Ou seja, 31,2% dos óbitos entre menores de 18 anos eram de bebês. Informações da secretaria mostram ainda que foram seis mortes de crianças de um a nove anos de idade.

Já o estudo da Fiocruz foi feito com dados do SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade Infantil) do Ministério da Saúde. O coordenador da pesquisa, Cristiano Boccolini, do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, explica que os dados foram obtidos pelo SIM para mensurar o impacto do coronavírus entre os menores de 18 anos.

“No ano passado, foram registrados 1.207 óbitos nessa faixa etária, sendo 110 entre recém-nascidos com menos de 28 dias de vida. Esperamos que essas conclusões orientem políticas públicas para o enfrentamento da pandemia”, explica.

O coordenador da pesquisa explica que a forma assintomática da doença é mais comum entre crianças e adolescentes. Entretanto, ressalta que o público não está imune. Além de poderem contaminar outras pessoas, crianças e adolescentes podem ficar em estado grave ou até mesmo morrer por coronavírus. “Em alguns países, como nos Estados Unidos, o avanço da variante Delta aumentou o número de casos novos de Covid-19 e esse aumento expõe cada vez mais crianças ao vírus. Em muitos lugares os leitos infantis estão sobrecarregados e isso pode acontecer no Brasil também”, alerta.

Adultos devem se cuidar para proteger crianças

O pesquisador alerta que, mesmo com os adultos vacinados, é preciso manter o uso de máscaras e o distanciamento social para proteger as crianças.  “Outra recomendação importante é que mães com Covid-19 continuem amamentando seus bebês, se ambos tiverem condições físicas para isso. Os benefícios do aleitamento materno superam em muito o risco de contaminação. Cuidados sanitários, como higiene das mãos e uso de máscaras tipo PFF2 e N-95, devem ser reforçados nesses casos”, completa Cristiano.

Mas, afinal, crianças podem usar máscaras? A recomendação é que adolescentes a partir de 12 anos devem utilizar máscaras, mas no caso de crianças menores o uso deve ser avaliado. A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que crianças com menos de 5 anos não devem ser obrigadas a usar máscaras.

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