Cotidiano

Em Campo Grande, projeto Florestinha retoma as atividades com 120 crianças e adolescentes carentes

atividades retornaram nesta quinta-feira

Ranziel Oliveira Publicado em 22/07/2021, às 17h11

Por enquanto, as atividades serão somente internas
Por enquanto, as atividades serão somente internas - (Foto: Divulgação / PMA)

As duas unidades do projeto socioambiental Florestinha, em Campo Grande, retornaram as atividades nessa quinta-feira (21). Para evitar aglomeração o retorno das 120 crianças será feito em revezamento, durante os dias da semana. As atividades foram paralisadas desde o mês de março de 2020 e, nos momentos mais críticos, as famílias carentes passaram por muitas dificuldades ou perderam o trabalho.

Naquele momento, os integrantes do projeto e a Secretaria de Assistência Social buscaram alternativas. A principal, foi o atendimento alimentar com cestas básicas e também distribuição de “kits" de limpeza, para as famílias. Em determinados momentos também, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental desenvolveu campanhas de arrecadação de alimentos, como a ocorrida na Semana do Meio Ambiente deste ano (junho/2021), de troca de mudas nativas por alimentos.

Por enquanto, as atividades serão somente internas, porém, a partir do retorno das aulas na rede pública, os trabalhos de Educação Ambiental que as crianças executam nas escolas também serão retomados. Em tempos normais, as crianças atendem em média 20 mil alunos por ano. A educação ambiental é executada em forma de oficinas didáticas.

Atividades:

  1. Reciclagem de papel, com palestra sobre os problemas relacionados aos resíduos sólidos.
  2. Visitação ao museu de animais e peixes taxidermizados e materiais utilizados em crimes ambientais (empalhados), com palestra sobre fauna, pesca, atropelamentos de animais silvestres, etc.
  3. Apresentação do teatro de fantoches, com peças sobre as questões ambientais, como: desmatamentos, incêndios florestais e resíduos sólidos, etc.
  4. Ciclo da Água, com palestras sobre o ciclo, uso sustentável, poluição e escassez dos recursos hídricos.
  5. Casa da Energia - Trata-se de uma maquete de uma residência com todos os locais de consumo de energia (lâmpadas, chuveiros, ar condicionado, geladeira, micro-ondas etc.). Com esta oficina é realizada a discussão e informação sobre os tipos de energia e a importância ambiental de se economizar este recurso.
  6. Plantio de mudas nativas, com palestra sobre flora (Desmatamento, erosão de solos, controle de poluição, assoreamento), preservação, conservação e uso racional dos recursos hídricos.
  7. Oficina sobre conservação do solo, com palestra sobre solos e a importância da cobertura vegetal na proteção dos solos.

Ao final dos trabalhos são entregues folhetos aos professores, com os temas discutidos nas oficinas, para que eles deem continuidade às informações, por meio da Educação Ambiental formal. A ideia é que os alunos entendam que o ambiente é um sistema complexo e interativo, em que qualquer ente afetado, prejudica outros em cadeira, gerando desequilíbrios que vão interferir diretamente na qualidade de vida do ser humano.

Jornal Midiamax