Cotidiano

Em ano de protestos, MS registra mais casos de denúncia por racismo no trabalho durante 2020

Durante 2020, protestos com a bandeira “Vidas Negras Importam” em frente a empresas denunciadas por racismo marcaram o ano. Porém, o ano também registrou mais denúncias por descriminação no MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul), comparada ao ano anterior. Conforme o balanço do órgão, no ano passado, cerca de 10 denúncias […]

Karina Campos Publicado em 24/01/2021, às 09h05

(Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)
(Foto: Marcos Ermínio, Midiamax) - (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

Durante 2020, protestos com a bandeira “Vidas Negras Importam” em frente a empresas denunciadas por racismo marcaram o ano. Porém, o ano também registrou mais denúncias por descriminação no MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul), comparada ao ano anterior.

Conforme o balanço do órgão, no ano passado, cerca de 10 denúncias relacionadas à igualdade de oportunidades e discriminação nas relações de trabalho ou à origem, raça, cor ou etnia, foram registradas.

Em 2019, foram 8 denúncias e em 2018 o total de 13 reclamações. Totalizando 31 denúncias recebidas no período de 1º de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2020.

Segundo o TRT-MS (Tribunal Regional do Trabalho), o Setor de Estatística não possui dados sobre processos com o assunto racismo, pois o cadastramento de processos é feito pelos advogados, sendo que eles que cadastram as palavras-chaves.

Protestos

Em 2020, empresas de Campo Grande foram alvos de manifestações após serem denunciadas por racismo. Um grupo de protestantes se reuniu na frente de uma loja na Avenida Coronel Antonino, onde a proprietária foi presa por ofender um homem que entrou na loja.

O protesto foi organizado pelo Grupo TEZ e o Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro de Mato Grosso do Sul. “Vidas negras importam”, diziam os manifestantes na frente do comércio em que a proprietária foi acusada de racismo. Aproximadamente 15 pessoas se reuniram no local e Polícia Militar chegou a ser acionada.

Em outro protesto, com cartazes, protestantes pedem fim da violência à população negra em frente ao Carrefour de Campo Grande, supermercado da mesma rede onde um cliente negro foi espancado até a morte por seguranças, incluindo um policial militar, no dia 19 de novembro.

Jornal Midiamax