Cotidiano

Drones, 300 guardas e câmeras irão monitorar protestos de 7 de Setembro em Campo Grande

Prefeitura divulgou um plano para evitar conflito no feriado da independência, que promete protestos de correntes ideológicas contrárias

Lucas Mamédio e Ranziel Oliveira Publicado em 02/09/2021, às 16h00

Viaturas da GCM e Agetran
Viaturas da GCM e Agetran - (Foto: Leonardo França)

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), disse em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (2), que colocará cerca de 300 homens entre agentes da Guarda Civil Metropolita e da Agetran para monitorar as manifestações agendadas no feriado 7 de Setembro, Dia da Independência.

O prefeito e alguns secretários municipais anunciaram um plano para evitar conflitos entre os manifestantes, que vai desde colocação extra de agentes na rua, identificação prévia de possíveis locais de confusão, até utilização de dois drones e 12 operadores extras para operar as 40 câmeras de segurança do quadrilátero central.

“Começamos a identificar um itinerário que pode chegar a um conflito por conta do direcionamento ideológico dos protesto. Por isso não podemos virar as costas para a segurança, principalmente para aqueles que querer ir às ruas no dia manifestar democraticamente para qualquer tipo de corrente social politica”, disse o prefeito.

Segundo ele, a equipe de inteligência da Secretaria de Segurança Municipal está confeccionando um plano há mais de 10 dias com pontos de exposições e discursos, onde podem acontecer conflitos.

Foi montada uma planilha para mapear os locais e horários de cada protesto baseado nas solicitações feitas na Prefeitura. Diante desses pedidos foi montado um esquema para que manifestações de cunhos ideológicos distintos, não se encontrem. “Estamos orientando todos que estão vindo aqui para não saírem às ruas com espirito belicosos”.

Além dos 300 agentes, o chefe do Executivo Municipal declarou que terá uma reunião com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) nesta sexta-feira (3) onde espera contar com mais 300 homens da Polícia Militar, o que totalizaria 600 agentes de segurança destacados para atuar no dia em Campo Grande.

“Eventuais transgressões serão investigadas e punidas com multas eletrônicas. As pessoas podem protestar de verde, amarelo ou azul, mas a nossa cora é a branca, da paz”, disse.

Sobre a presença no protesto, Marquinhos garantiu que não vai participar. “Vou ficar em casa orando e zelando pela segurança de nossa cidade”, concluiu.

Locais monitorados

O secretário municipal de segurança, Valério Azambuja, não informou todos os pontos vulneráveis detectados, mas disse que alguns como Praça do Rádio, Altos da Afonso Pena e CMO (Comando Militar do Oeste) estarão no radar das forças de segurança.

“Porque tem duas situações quando você fala em segurança píblica que é bem especifico, quando você e tem pontos detectáveis e vulneráveis, você trabalha com inteligência e informações concretas. E dentro desse levantamento que já foi mapeado, ja tirando aqueles pontos que todo mundo já conhece, outros pontos que foram detectados serão tratados de forma diferente e com segurança”.

Jornal Midiamax