Cotidiano

Depois de anos de espera, Raíssa pode finalmente caminhar com sua prótese inspirada na Mulher-Maravilha

Menina já até providenciou esmalte para os pés protéticos

Fábio Oruê Publicado em 20/09/2021, às 18h23

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Foto: Divulgação/ Apae

Depois de anos caminhando com uma sandália crocs, Raisa Jara Gomes, de 9 anos, recebeu sua primeira prótese personalizada de Mulher-Maravilha e caminhou pela primeira vez no Centro Especializado em Reabilitação da Apae de Campo Grande (CER/APAE).

De Coronel Sapucaia, a pequena guerreira nasceu com foquismo (malformação congênita), em que ocorrem alterações no desenvolvimento embrionário resultando em modificações estruturais e funcionais. Raisa tem amputação bilateral, quando dois membros de uma mesma pessoa são amputados e precisou de prótese exoesquelética transfemural.

Conhecendo a história da família, e, principalmente, a força de vontade da Raisa em andar, o Auxiliar Técnico Ortopédico do centro, Dorival Daikon Vilalta, sensibilizado, decidiu, não somente fazer a prótese, mas, a personalização dela com a imagem da Mulher-Maravilha, uma super-heroína forte e guerreira, toda-poderosa em virtude da sua inteligência, competência e autonomia.

Foto: Divulgação/ Apae

“O caso da Raisa mexeu muito com a equipe. A escolha da Mulher-Maravilha foi devido a história de superação dessa guerreira. É assim que vejo essas crianças e aprendo com elas todos os dias, a superar todos os obstáculos”, explicou Dorival Daikon. Há um mês ela recebeu a prótese e retornou nesta semana, na unidade para fazer ajustes, como aumentar a altura.

Dando os seus primeiros passos com a prótese, Raisa emocionou principalmente o pai, Leonido Lopes Gomes, que é o seu maior incentivador. “Fico muito emocionado em ver pela primeira vez a minha filha assim. Ela acorda, levanta para escovar os dentes e já me pede para colocar as próteses e fica andando. Estamos contentes por termos conseguido”, afirmou.

Pai de quatro filhas, Leonido conta que a caçula Raisa é muito querida, amada e paparicada por toda a família. “No dia que chegamos ela já foi pedindo para a irmã pintar as unhas da prótese”, disse.

Jornal Midiamax