Cotidiano

Demora para buscar atendimento faz pacientes com covid chegarem mais graves a hospitais, diz saúde em MS

Avaliação é do secretário estadual de saúde, Geraldo Resende

Gabriel Maymone Publicado em 29/05/2021, às 09h08

Paciente com covid em UTI
Paciente com covid em UTI - Divulgação

Os pacientes estão chegando cada vez em estado mais graves aos hospitais de Mato Grosso do Sul. A afirmação é do  secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, que avaliou os números do boletim da covid divulgados na sexta-feira (28).

“Os pacientes estão chegando aos hospitais com casos muito graves da doença”, explicou. Nas últimas 24 horas mais 857 pessoas testaram positivo para o coronavírus, número atípico que não reflete a realidade atual, segundo Resende, em virtude da quantidade de exames em andamento (2,407) no Lacen e dos 8.706 casos sem encerramento nos sistemas dos municípios.

Conforme os dados, o número de pessoas em isolamento social, ou seja, que estão positivas para covid e estão cumprindo a quarentena em casa  é recorde: 17.985. Este alto índice, somado ao aumento da taxa de letalidade para 2,4, de acordo com o secretário de Saúde, Geraldo Resende, é indício de que os doentes estão demorando muito a procurar uma unidade de saúde.

Internação e ocupação hospitalar

O Boletim registrou .1263 internações, sendo 760 em leitos clínicos (564 públicos e 196 privados) e 503 em leitos de UTI (375 públicos e 128 privados). Estão em fila de espera por um leito 244 pacientes em todo o Estado.

O aumento no número de internações, de acordo com a Secretaria Adjunta, Christine Maymone, deixa claro que não estamos cumprindo bem a nossa parte no enfrentamento da doença. “Quando não seguimos as regras sanitárias o resultado é o aumento de casos, fila de espera nos hospitais e consequente mais óbitos”, disse Maymone, ressaltando ainda que a nova variante em circulação é 2,4 mais transmissível.

A ocupação de leitos SUS/UTI está acima de 95% nas quatro macrorregiões do Estado. Campo Grande está em 100%; Dourados 95%; Três Lagoas 97% e Corumbá 100%.

Jornal Midiamax