Cotidiano

De MS, presidente do CFM é investigado pelo TCU por gastar mais R$ 1 milhão em viagens e hospedagem

Mauro Luiz de Britto Ribeiro fez viagem até de Campo Grande para Dubai

Lucas Mamédio Publicado em 28/11/2021, às 14h13

Médico de MS, Mauro Luiz de Britto Ribeiro é atual presidente do CFM
Médico de MS, Mauro Luiz de Britto Ribeiro é atual presidente do CFM - Reprodução

O ex-presidente do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) e atual presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, está sendo investigado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) por conta de seus gastos na entidade
O fato veio à tona após reportagem do portal UOL ter revelado informações sobre um requerimento aprovado na última quarta-feira (24) pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados protocolado pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO).

As informações mostram que, embora as contas do Conselho tenham ficado no vermelho em 2020, as despesas de Ribeiro com jeton, passagens de avião e hospedagem —incluindo estadia em Dubai— custaram aos cofres do conselho R$ 1 milhão em menos de dois anos
Jeton é o nome dado à remuneração que o CFM paga a seus conselheiros por participarem de encontros e eventos. Isso porque como a entidade não paga salário, ela desembolsa R$ 800 ao conselheiro que comparece a cada uma de suas plenárias, reuniões de diretoria, encontros nacionais e atividades individuais.

A suspeita, então, é que "o CFM estabeleceu uma espécie de remuneração por meio de diárias e jetons aos seus membros", diz o pedido de investigação.

Pelo tempo de presidência, Ribeiro teria recebido R$ 325 mil em jeton. Em abril de 2020, por exemplo —quando cada jeton valia R$ 700—, as atividades para "cumprimento do regimento interno" consumiram duas reuniões por dia entre 31 de março e 3 de abril, resultando em oito jetons que totalizaram R$ 5.600 apenas ao presidente.

Nesses quase dois anos, o CFM bancou R$ 312 mil em passagens de avião a Ribeiro. A maior parte desse dinheiro, R$ 176 mil, pagou os deslocamentos do presidente de Campo Grande (MS), onde mora, para as reuniões em Brasília, sede do conselho.

Jornal Midiamax