Cotidiano

Covid-19 na tropa: Exército, Marinha e Aeronáutica registraram 1,7 mil infectados em MS

Infectados representam 14,8% dos militares ativos nos três Comandos em MS

Dândara Genelhú Publicado em 12/04/2021, às 14h07

MS já registrou três mortes por Covid-19 de militares dos três comando
MS já registrou três mortes por Covid-19 de militares dos três comando - Foto: Exército Brasileiro | Sd P Lopes.

Em Mato Grosso do Sul, 1.719 militares já foram infectados por coronavírus desde o início da pandemia. O número é de integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Destes, três não suportaram a doença e faleceram por Covid-19. Os dados foram obtidos pelo Jornal Midiamax, por meio do Ministério da Defesa.

O levantamento diz respeito ao cenário desde o início da pandemia até a última quinta-feira (8). Assim, 91,51% destes militares já foram considerados curados da Covid-19. Ou seja, 1.573 já se recuperaram.

Outros 143 estão em acompanhamento médico. Por fim, o Ministério destaca que “o índice de infecções pela doença em integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica representa 14,8% do total do efetivo na ativa nas três Forças”.

Lotação e crise

O avanço da pandemia e o colapso da Saúde chegaram até o Exército Militar de MS. Dados obtidos pela reportagem revelam que nesta semana o Hospital Militar da Área de Campo Grande atingiu 157% de superlotação em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19.

Dessa forma, são 31 pacientes hospitalizados em leitos militares de Campo Grande. No entanto, 11 deles são atendidos além da capacidade.
O Jornal Midiamax teve acesso ao relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que contém a relação da ocupação de leitos dos hospitais militares do Brasil. Desde o início da pandemia, os dados das internações militares não haviam sido divulgados no Estado.

O documento atualizado no dia 6 de abril aponta que existem 20 leitos de UTI no Hospital Militar da Área de Campo Grande. Sendo que destes, 18 são Covid-19 e dois não Covid-19.

Entretanto, 13 desses são emergenciais. Ou seja, são leitos que excedem a estrutura física, pessoas e material para atender a situação de emergência. Então, o relatório explica que estas UTIs foram abertas de forma adaptada em salas de recuperação, anestésica, quartos privativos e leitos de emergência.

Além disto, existem 78% de ocupação em leitos clínicos do Hospital Militar da Capital. Dos 49 leitos existentes, 16 são Covid-19 e 33 não Covid-19. Entretanto, nove dessas instalações são emergenciais.

Então, em leitos clínicos do Exército atendem 38 pessoas. Assim, 11 vagas seguem disponíveis para atender os militares. Apesar das vagas, a situação foi classificada como “colapso iminente” no documento.

A Força Aérea de Campo Grande não divulgou dados sobre os leitos exclusivos para beneficiários do Sistema de Saúde da Aeronáutica. A última atualização do levantamento, consultada pelo Jornal Midiamax, foi em 7 de abril.

Jornal Midiamax