Cotidiano

Contra fechamento de agências, Banco do Brasil paralisa atividades nesta 6ª

Protesto contra a reestruturação anunciada pelo Banco do Brasil deve fechar agências em Campo Grande e outras 27 cidades de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (28). A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Bancários e os serviços serão suspensos durante todo o dia. A medida adere a um movimento nacional contra o fechamento de centenas […]

Danúbia Burema Publicado em 28/01/2021, às 11h02 - Atualizado às 15h11

Agência do Banco do Brasil do Parque dos Poderes poderá ser transformada em posto de atendimento. (Foto: Divulgação)
Agência do Banco do Brasil do Parque dos Poderes poderá ser transformada em posto de atendimento. (Foto: Divulgação) - Agência do Banco do Brasil do Parque dos Poderes poderá ser transformada em posto de atendimento. (Foto: Divulgação)

Protesto contra a reestruturação anunciada pelo Banco do Brasil deve fechar agências em Campo Grande e outras 27 cidades de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (28). A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Bancários e os serviços serão suspensos durante todo o dia. A medida adere a um movimento nacional contra o fechamento de centenas de agências, postos de atendimento e escritórios por todo o País.

O anúncio de reestruturação foi feito no dia 11 de janeiro e, conforme o movimento sindical, sem nenhuma negociação prévia com a categoria. A estimativa é que no processo sejam demitidos cerca de 5 mil funcionários. Somente na Capital e mais 27 cidades do interior, área de abrangência da entidade, podem ser atingidos 690 bancários.

Das 60 unidades do banco nesses locais, a previsão é que pelo menos três agências sejam fechadas e outras três transformadas somente em postos de atendimento. “Essa reestruturação não irá prejudicar apenas os bancários, o número de funcionários já está muito reduzido e o banco vem com essa proposta de reestruturação, piorando o atendimento para clientes e nem um pouco preocupado com a população, que já tem que enfrentar filas enormes todos os dias. Nossa luta também é pela manutenção do emprego desses trabalhadores, principalmente durante a pandemia, que é um momento difícil para todos”, adianta a presidente do sindicato, Neide Rodrigues.

De acordo com ela, as agências do Banco do Brasil já sofrem com desfalques, bancários sobrecarregados e serviço precário. Com a medida, a entidade acredita que o serviço ofertado à população ficará mais precário. O sindicato destaca também o retrocesso para as cidades do interior do Estado. “Não há motivo para essa reestruturação, demitir 5 mil bancários e fechar agências. São ações que não vão contribuir com o crescimento do país, muito pelo contrário, vão gerar ainda mais desemprego, péssimo atendimento, porque não tem funcionário suficiente para atender o público, e municípios pequenos vão ficar sem o banco. Precisamos defender o Banco do Brasil, pois ele é forte, lucrativo e de todos os brasileiros”, pontua a dirigente. Conforme a entidade, o lucro líquido do Banco do Brasil de janeiro a setembro de 2020 foi de R$ 10,189 bilhões.

Jornal Midiamax