Cotidiano

Como EUA e União Europeia, Campo Grande tem mais de 50% da população vacinada

Considerando somente adultos, Capital também se equipara aos países mais desenvolvidos, com 70% de vacinados com pelo menos uma dose

Mylena Rocha Publicado em 31/07/2021, às 08h57

Enquanto imunização está estagnada nos Estados Unidos, 94% dos brasileiros sonham com a vacina, segundo pesquisa.
Enquanto imunização está estagnada nos Estados Unidos, 94% dos brasileiros sonham com a vacina, segundo pesquisa. - Henrique Arakaki/Midiamax

Com 53,1% da população vacinada, Campo Grande alcançou países como os Estados Unidos e da União Europeia com mais da metade dos moradores com pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus. Mesmo com alguns entraves por conta da demora na entrega das doses por parte do Ministério da Saúde, a imunização tem avançado na Capital e chegou à faixa etária dos 31 anos nesta semana.

Dados do Vacinômetro da SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que Campo Grande tem 53,1% da população vacinada com ao menos uma dose. Nos Estados Unidos, o índice é de 57,4%, conforme dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças). Alguns países da União Europeia também apresentam dados similares, como a Áustria (58,7%), Hungaria (58,1%), Grécia (54,6%), Tchéquia (52,5%), Lituânia (52,8%) e Polônia (48,3%). Os dados são da plataforma Our World In Data.

Nesta semana, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que 70% dos adultos na União Europeia receberam pelo menos uma dose da vacina contra covid. Se compararmos somente os adultos, Campo Grande também apresenta dados surpreendentes, que são compatíveis com países da União Europeia e os Estados Unidos. 

Na Capital, 70,1% dos adultos foram vacinados com ao menos uma dose. Nos Estados Unidos, o número de adultos que receberam pelo menos uma dose equivale a 69,6%, conforme dados do CDC. 

Mas, afinal, por que Campo Grande avança na campanha de vacinação enquanto países como os Estados Unidos estão ‘estacionados’? O país norte-americano tem vivido um novo aumento de casos de coronavírus. O que acontece é que a variante delta começou a se espalhar e a campanha de vacinação estagnou, principalmente nos estados mais conservadores. "É realmente uma pandemia entre os não vacinados", declarou o assessor da Casa Branca para doenças infecciosas, Anthony Fauci.

As novas mortes por Covid-19 têm ocorrido principalmente entre pessoas não vacinadas. Os Estados Unidos tiveram, no início deste ano, altos índices de vacinação, mas o ritmo diminuiu muito, mesmo com iniciativas como a vacinação de porta em porta.

Enquanto isso, o campo-grandense não vê a hora de se vacinar. Sempre que a campanha abre a vacinação para novas faixas etárias, é possível perceber filas que chegam a ser quilométricas em frente aos drive-thrus da vacinação. Uma pesquisa do DataFolha divulgada neste mês mostrou que o número de brasileiros que pretendem se vacinar atingiu o recorde, com 94% da população. O levantamento anterior, de março, apontava que 84% da população tinha interesse em tomar a vacina. 

População vacinada com a 2ª dose

Apesar de ter índices parecidos com os Estados Unidos e a União Europeia com relação à aplicação da primeira dose, Campo Grande ainda precisa avançar na segunda dose. Dados do Vacinômetro apontam que a Capital tem 33,4% de imunizados, ou seja, pessoas que tomaram as duas doses ou a vacina de dose única e estão com o ciclo vacinal completo. 

Já os Estados Unidos apresentam 49,5% da população completamente vacinada, conforme o CDC. Países da União Europeia já apresentam mais da metade da população completamente imunizada, como a Bélgica (57,2%), Espanha (57,1%), Portugal (55,1%), Itália (51,5%), Alemanha (51,5%), entre outros.

É importante lembrar que a campanha de vacinação contra o coronavírus começou no dia 18 de janeiro em Mato Grosso do Sul, enquanto nos Estados Unidos as doses começaram a ser aplicadas no dia 14 de dezembro. Além disso, os Estados e municípios dependem das doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid foi aberta para apurar ações da gestão do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus, incluindo a compra de imunizantes.

Jornal Midiamax