Cotidiano

Com sala improvisada lotada, pacientes intubados aguardam leitos na Santa Casa

Três salas da Santa Casa estão interditadas enquanto abrigam pacientes em estado grave que aguardam vagas de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Dândara Genelhú Publicado em 06/01/2021, às 17h58 - Atualizado às 18h32

Foto: Divulgação/ Santa Casa.
Foto: Divulgação/ Santa Casa. - Foto: Divulgação/ Santa Casa.

Na tarde desta quarta-feira (06), três salas da Santa Casa estão interditadas enquanto abrigam pacientes em estado grave que aguardam vagas de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). De acordo com o hospital, eles estão sedados e intubados.

Assim, as três salas fazem parte do conjunto de 16 salas cirúrgicas da unidade hospitalar. Então, “essa ocupação influencia diretamente no fluxo normal de procedimento cirúrgico no setor”, afirmou a comunicação da Santa Casa.

Já no pronto-socorro do hospital, existem oito pacientes em respiração espontânea, seis em ventilação mecânica e um que faz uso de ventilação manual – ambú. As atualizações foram repassadas no final da tarde desta quarta-feira (06).

Além do aguardo de pacientes adultos, recém-nascidos também esperam vagas de UTI Neonatal. Das três salas cirúrgicas do Centro Obstétrico, uma está ocupada com esses pacientes. Por fim, a Santa Casa admitiu que um desses bebês está há uma semana na fila de espera.

Com aumento de casos de coronavírus em Mato Grosso do Sul, que registrou mais de 1,5 mil novos casos nas últimas 24h, a ocupação dos leitos também subiu. Nesta tarde, o hospital informou que 25 das 30 UTIs Covid-19 estavam ocupadas.

Normalização do pronto-socorro

Após restringir o atendimento do pronto-socorro, a Santa Casa pretende normalizar os serviços nas próximas 24 horas. A restrição foi anunciada na tarde da última segunda-feira (06), quando o hospital emitiu nota afirmando que a prioridade era dar atendimento aos pacientes já internados.

Para normalixar os serviços, a “técnicos das secretarias de saúde do Município e do Estado vão tentar transferir pacientes da UTI COVID da Unidade do Trauma para outros hospitais”. Com isso, seriam disponibilizadas 10 vagas de CTI (Centro de Terapia Intensiva) não-COVID. Isto poderia “desafogar o atendimento aos pacientes críticos que hoje aguardam por um leito de terapia intensiva em UTIs adaptadas no Centro Cirúrgico ou no pronto-socorro”.

Além disto, nos próximos dias é previsto que equipes da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e do NIR (Núcleo Interno de Regulação da Santa Casa) sejam mediados pelo Conselho Regional de Medicina. A reunião deve definir critérios para o encaminhamento de pacientes críticos ao hospital. Por fim, o hospital destaca a necessidade de padrões para encaminhamentos de “vaga zero”, que só deve ocorrer em casos de risco de morte.

**Matéria alterada às 18h25 para acréscimo de informações sobre o pronto-socorro do hospital.

Jornal Midiamax