Cotidiano

Com 190 kg e dormindo em poltrona, Luciana precisa de ajuda para fazer cirurgia e voltar a ter esperança

Caroço de quase 3 kg na perna dificulta até mesmo fazer as necessidades básicas

Fábio Oruê Publicado em 08/09/2021, às 15h25

Luciana tem dificuldades de locomoção e até para desempenhar atividades básicas
Luciana tem dificuldades de locomoção e até para desempenhar atividades básicas - Foto: Arquivo pessoal

Aos 41 anos e pesando 190 kg, Luciana Arguelho Arcanjo da Silva vive uma vida de dificuldades que a atrapalham até para fazer atividades básicas e essenciais no dia a dia, na casa onde mora, no Bairro Santa Luzia, em Campo Grande. 

Segundo contou sua filha, Larissa Senne, ao Jornal Midiamax, Luciana está com obesidade mórbida há cerca de 10 anos, mas recentemente o quadro se agravou com o crescimento de um caroço nas pernas, que oferece risco de morte para a paciente, se vier a crescer mais. 

"Nos aconselharam a ir para Barretos [cidade referência em tratamento de tumores no Brasil] para fazer a cirurgia, mas é tudo muito caro e a gente não tem condições", explicou ela. A família conta apenas com o auxílio de R$ 350 do Bolsa Família de Luciana no momento, que não cobre nem os custos com remédios.

"Por mês dá em torno de R$ 1 mil com remédios. A pomada para o problema de pele custa R$ 35 e dura só três dias", contou Larissa, que trabalha como auxiliar de limpeza. Enquanto trabalha, quem cuida de Luciana é a própria mãe.

A única ajuda que recebem é da comunidade da igreja, que doa alguns valores para custear os remédios e a alimentação. 

"Dorme na poltrona"

O caroço que cresce na perna de Luciana trouxe muitas dificuldades para a vida da paciente. "Ela não consegue nem deitar na cama mais, fica sentada e dorme na poltrona", descreveu Larissa à reportagem. Além disso, o problema atrapalha na hora de fazer as necessidades e também para se limpar. 

Larissa conta que não consegue ter acesso aos benefícios assistenciais, como o BPC-Loas (Benefício de Prestação Continuada), e nem a cirurgia bariátrica para reduzir o peso. 

A filha diz que toda ajuda é bem-vinda, desde advogados para auxiliar na 'luta' para conseguir um benefício até médicos para oferecer um diagnóstico para a mãe ou uma cirurgia. "Para ela passar por uma bariátrica vai precisar perder peso e uma nutricionista poderia ajudar com uma dieta. Cesta básica ou dinheiro também ajuda muito", disse ela.

Quem puder ajudar com qualquer serviço ou doações pode entrar em contato com Larissa, no número (67) 9 99101-4204.

Jornal Midiamax