Cotidiano

Campo Grande terá polo de testagem para identificar circulação de novas variantes

Com risco da variante delta, objetivo é identificar sintomas e encaminhar amostras para análise

Mylena Rocha Publicado em 29/07/2021, às 12h15

Polo de testagem funcionará em frente à Praça do Rádio Clube.
Polo de testagem funcionará em frente à Praça do Rádio Clube. - Divulgação/PMCG

Campo Grande terá um polo para testagem do coronavírus no próximo mês. O polo deve servir como um centro de pesquisa, para identificar a circulação de novas variantes na Capital. Considerando o risco da variante delta, que é mais transmissível e está presente em estados vizinhos, o objetivo é identificar sintomas suspeitos e encaminhar amostras para análise. 

O secretário José Mauro Filho contou sobre o novo polo de testagem, que deverá ser inaugurado na primeira quinzena de agosto. “Vamos ter esse polo de testagem sentinela, disponível como posto e observação de possíveis novas variantes. Teremos testes RT-PCR, será feito em parceria com a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco)”. 

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) divulgou que o polo será instalado no espaço do antigo museu Dom Bosco, em frente à praça do Rádio Clube. A ideia é ofertar 300 testes para demanda espontânea da população, ou seja, a pessoa com sintomas pode chegar e ser testada. 

A secretaria reforça que, para realizar o teste, é necessário que tenha critérios, ou seja, o paciente deve estar entre o primeiro e o oitavo dia de sintomas. “Além de ampliar a oferta de testagem no município, a proposta é utilizar o polo como um centro de pesquisa para identificar a circulação de variantes na cidade”, informou, em nota.

No caso de pacientes com sintomas característicos de determinadas variantes, as amostras serão encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) e depois para avaliação genômica do vírus fora do Estado. 

Variante delta preocupa em MS

A determinação de lockdown na cidade de Chapadão do Sul na última semana chamou a atenção para o aumento de casos nos municípios de divisa em Mato Grosso do Sul. A variante delta começa a cercar MS e já está presente nos estados vizinhos, como Goiás, São Paulo e Paraná. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) demonstrou preocupação com aumento de casos nas cidades que fazem divisa com outros estados. 

“A preocupação maior é porque nos estados vizinhos já existe a variante delta, em São Paulo, Goiás e no Paraná. Temos aí um percentual expressivo de casos novos em cidades perto das fronteiras com esses estados”, ressaltou Geraldo Resende no dia 23 de julho.

Jornal Midiamax