Cotidiano

Consumidores se decepcionam na Black Friday e saem de mãos vazias em Campo Grande

Movimento fraco faz batalhão de vendedores passar o tempo mexendo no celular

Gabriel Maymone e Gabriel Neves Publicado em 26/11/2021, às 09h53

Sem movimento, vendedores passam o tempo no celular
Sem movimento, vendedores passam o tempo no celular - Leonardo de França/ Midiamax

Diferente de anos anteriores antes da pandemia, o movimento da Black Friday no Centro de Campo Grande é fraco na manhã desta sexta-feira (26). Muitos clientes se decepcionam ao não encontrar os descontos prometidos e saem de mãos vazias.

É o caso do vendedor André Correia, de 28 anos, que estava esperando a data para comprar uma geladeira nova, mas ainda não encontrou uma que estivesse com o desconto esperado. "Não tem nada de desconto, tudo fraude. Está no mesmo preço de antes da Black Friday. Se a pessoa não pesquisar antes, não vai sentir essa diferença. O preço não muda quase nada", reclamou.

A comerciante Sueli Pereira, 55, também está em uma verdadeira saga em busca de um celular novo, mas ainda está de mãos vazias. "Preços não estão compensando. Não tem desconto. O preço de antes é o mesmo de hoje", exclamou, dizendo já ter passado por 2 lojas. Apesar disso, ela não desistiu e comentou que irá continuar a procura, mas já com menos esperança em encontrar o produto com o desconto esperado.

Os comentários nas ruas são os mesmos. Um cliente comentou que uma geladeira que comprou no mês passado por R$ 4,5 mil estava sendo oferecida nesta sexta-feira por R$ 5,9 mil.

Lojas do Centro e dos Shoppings têm horário ampliado nesta sexta-feira; CONFIRA.

Esperança...

Por outro lado, vendedores e gerentes de lojas continuam na expectativa de que essa Black Friday será melhor ao menos do que o ano passado — quando estávamos em pandemia e com restrições mais rigorosas por conta da covid. 

Na Magazine Luiza, o gerente Alisson Magalhães acredita que as vendas devem ficar em torno de 15% acima do registrado no ano passado. Apesar do início morno, a expectativa é de que o movimento melhore no decorrer do dia. "A pessoa procura mais por celular e TV. Geralmente vão nos mais caros em busca do 'descontão'", diz, explicando que a loja oferece descontos de até 80%.

Por lá, segundo o gerente, é possível encontrar geladeira que estava por R$ 2.999 por R$ 2.389 e Iphone que custava R$ 7,5 mil (segundo a loja) por R$ 6,5 mil.

Na Gazin, o gerente Andrade Sales continua com boa expectativa de vendas, já que a pré-black feita na quinta-feira teve movimento melhor que no ano passado. "O carro-chefe é geladeira e fogões, depois móveis e depois celulares". Por lá, uma cama box, por exemplo, que custava R$ 1.799 sai por R$ 999 e uma TV de 55 polegadas que estava por R$ 4.699 sai por R$ 3.999, segundo o gerente.


Gerente da Gazin acredita que movimento deve melhorar no decorrer do dia - Foto: Marcos Ermínio / Midiamax

Já na Maube, a gerente Cláudia Oliveira admite que o movimento está fraco. A loja oferece descontos de até 50%, segundo a gerente, e tem par de alianças que custava R$ 1.081 por R$ 839. "O boom pode ser amanhã", avalia.

Jornal Midiamax