Cotidiano

Após retomar Caravana, MS ainda pede R$ 10 milhões para centros de reabilitação pós-covid

Estado quer criar centros em quatro municípios do Estado

Mylena Rocha Publicado em 16/07/2021, às 09h27

Estado quer criar centros de reabilitação em Três Lagoas, Dourados, Corumbá e Campo Grande.
Estado quer criar centros de reabilitação em Três Lagoas, Dourados, Corumbá e Campo Grande. - Divulgação/SES

O Governo de Mato Grosso do Sul pede o apoio financeiro de R$ 10 milhões para a criação de centros de reabilitação pós-covid em quatro cidades do Estado. O pedido é feito ao Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, depois que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou o retorno da Caravana da Saúde, programa envolvido em escândalos de uso milionário de verbas.

Conforme divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), o objetivo é instalar unidades para reabilitação de pacientes pós-covid nos quatro municípios sede das macrorregiões de saúde: Três Lagoas, Dourados, Corumbá e Campo Grande.

“Queremos destinar R$ 2 milhões para Corumbá para atender a região do Pantanal; R$ 2,5 milhões para Três Lagoas; R$ 2,5 milhões para Dourados e R$ 3 milhões para Campo Grande. Queremos estas unidades com todos os equipamentos necessários para fazer a reabilitação nestes pacientes com sequelas da Covid-19”, disse o secretário Geraldo Resende.

Com mais de 330 mil recuperados do coronavírus em MS, muitos dos pacientes enfrentam sequelas da doença. A SES aponta que o projeto visa estruturar as unidades assistenciais que promovam em cada região de saúde serviços e procedimentos multiprofissionais que possam auxiliar no tratamento, recuperação e reabilitação do paciente que teve a experiência da doença, mas que requer cuidados continuados.

O retorno da Caravana da Saúde

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou, na manhã desta sexta-feira (16), o retorno da Caravana da Saúde, programa realizado em Mato Grosso do Sul para pacientes na fila de cirurgias eletivas na rede pública de saúde. Conforme já noticiado pelo Midiamax, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a empresa 20/20 Serviços Médicos S/S se tornaram réus em pelo menos 12 processos envolvendo erros médicos, após cirurgias de catarata, supostamente ocorridos durante a Caravana da Saúde.

Pacientes pedem indenização por ficarem cegos ou perderem parcialmente a visão. Alguns alegam que, por este motivo, não conseguem mais voltar ao trabalho ou realizar tarefas simples do cotidiano.

(Colaboraram Renan Nucci e Evelin Cáceres)

Jornal Midiamax